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Rodrigo Pacheco é reeleito presidente do Senado e impõe nova derrota ao bolsonarismo

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Oposição ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro apostava na candidatura ao senado, derrotada do Bolsonarista Rogério Marinho para se fortalecer no Congresso

O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) foi reeleito presidente do Senado nesta quarta-feira (1) com 49 votos em plenário contra 32 de Rogério Marinho (PL-RN)Eduardo Girão (Podemos-CE), o terceiro candidato, havia retirado sua candidatura e declarado voto em Marinho. Não houve faltas ou abstenções.

Com a reeleição de Pacheco, a oposição ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que apostava na candidatura derrotada de Rogério Marinho para se fortalecer no Congresso, saiu derrotada. Rodrigo Pacheco ficará à frente do Senado Federal até o dia primeiro de fevereiro de 2025, quando uma nova votação deve ser convocada. A promessa é de trabalhar para o Brasil, não se alinhando nem ao governo e nem à oposição. Para o governo Lula, a decisão pode ser considerada uma vitória, uma vez que afasta o controle bolsonarista das principais mesas e comissões do Senado.

Como funciona a votação presidente no Senado

O voto nas eleições do Senado, assim como da Câmara dos Deputados, é secreto e em cédulas de papel. Antes do pleito, as perspectivas de votos se baseavam em conversas, articulações e acordos políticos entre os partidos e senadores. No entanto, como não há confirmações exatas dos votos, tudo poderia mudar no momento da apuração. A princípio, a vitória de Pacheco foi estimada entre 55 e 46 votos; bastam 41 votos para eleger o presidente do Senado dado que o Brasil possui 81 senadores.

As negociações que definiram o resultado desta tarde ocorreram até o último segundo antes de começar a votação. Horas antes do pleito, Pacheco tinha o apoio de cinco partidos – PSD, MDB, PT, PSB e PDT, que somam 41 senadores. Já Marinho, com os apoios de PL, PP, Republicanos e PSDB, contava com o apoio de 26 senadores. União Brasil e Podemos ficaram neutros e somam 14 senadores.

A votação se deu no contexto das chamadas ‘reuniões preparatórias’. Ou seja, as sessões que irão dar o “pontapé inicial” da nova legislatura. Mais cedo, na primeira reunião preparatória, os senadores eleitos nas eleições de outubro tomaram posse. De tarde, a segunda reunião preparatória elegeu o novo presidente do Senado. Na próxima quinta-feira (2) ocorre a terceira reunião preparatória, onde serão escolhidos os chefes das mesas e comissões.

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