Decisão aponta para equilíbrio entre Fluminense e Boca Juniors

O Boca Juniors tentará igualar o recorde de longa data do Independiente de sete títulos da Copa Libertadores, enquanto o Fluminense luta por algo inédito, sendo hoje indiscutivelmente o maior clube sul-americano que nunca tocou neste troféu de gigantesca importância. Há mais em jogo: uma vaga na Copa do Mundo de Clubes da FIFA Arábia Saudita 2023. O duelo acontece neste sábado (4), a partir das 17h (horário de Brasília).

As subtramas são fascinantes. Os dois goleiros dos times têm quase 80 anos em conjunto; Marcelo está em condições de fazer história em dois continentes; Frank Fabra vai ter de marcar um amigo de longa data e companheiro de seleção colombiana: Jhon Arias; duas promessas bastante cobiçadas, Valentín Barco e André, vão duelar. E ainda nem chegamos a falar do interessantíssimo duelo de artilheiros entre o inspiradíssimo Germán Cano e o lendário Edinson Cavani.

Se a história é uma vantagem considerável para o Boca, o Flu tem um trunfo incrível a seu dispor, já que a final será jogada no Maracanã. Mas, a vantagem termina aí. Os rivais da final já se enfrentaram seis vezes na história, sendo duas vitórias para o Tricolor, dois triunfos para os Xeneizes e dois empates. Isso prova que o confronto promete ser equilibrado.

No único jogo realizado entre as equipes no Maracanã, o Tricolor conquistou um triunfo de virada por 3 a 1, em 2008. Após Palermo abrir o placar para os visitantes, Washington, Conca e Dodô foram os responsáveis pela vitória do time até então comandado por Renato Gaúcho e por avançar para a fase seguinte da competição.

A equipe argentina chegou à final da Libertadores passando pelos pênaltis desde as oitavas, contra o Nacional, diante do Racing, nas quartas, e frente ao Palmeiras, na semi. Um empate no tempo normal ou uma vitória em que apenas uma das equipes marca não será considerado surpreendente.

O Fluminense possui um dos melhores ataques da competição, Germán Cano é o artilheiro da equipe e da Libertadores, com 12 gols. O atacante argentino protagoniza boas jogadas e lances perigosos quando joga ao lado de John Kennedy ou Jhon Arias.

O técnico Jorge Almirón, do Boca Juniors, recebeu uma boa notícia. O atacante Benedetto participou de toda a atividade com o elenco principal e está à disposição para reforçar a equipe argentina na decisão da Libertadores diante do Fluminense, no final de semana.

O jogador sofreu uma contratura muscular em confronto com o Racing e imediatamente iniciou tratamento intensivo para tentar reunir condições de atuar diante dos cariocas. Além de Benedetto, Luca Langoni, também entregue ao departamento médico, está liberado para a partida decisiva.

Para o duelo de sábado, Almirón vai ter à disposição seus quatro homens de ataque para definir a escalação: Cavani, Miguel Merentiel, Benedetto e Langoni. No treino desta manhã, o treinador deu uma indicação da equipe que deve entrar em campo no sábado.

A grande dúvida estava na defesa. Como Marcos Rojo não joga por estar suspenso, a zaga deverá ser formada por Nicolás Figal e Nicolás Valentini. O esquema a ser usado mais uma vez será o 4-4-2 e as apostas para enfrentar o estádio lotado ficam concentradas na experiência de Cavani e na boa fase do goleiro Sergio Romero.

O time argentino chega à final da Libertadores sem ter vencido nenhum dos seus jogos nas fase decisivas. Foram seis empates somando os jogos de ida e volta das oitavas, quartas e semifinais, com a classificação sendo confirmada nas disputas de pênaltis.

Premiação
Na edição atual, a final premiará a Boca ou Flu exatos 18 milhões de dólares, valor equivalente a R$ 90,4 milhões. Com as demais premiações de outras fases, o Tricolor de Fernando Diniz totalizará, em caso de vitória na final, 27,15 milhões de dólares (R$ 138,7 milhões) a mais em seus cofres.

Em 2013, exatos dez anos atrás, o Atlético-MG, sob a batuta de Ronaldinho Gaúcho e Cuca, bateu o Olimpia em um Mineirão abarrotado, e levou para casa um valor estimado em dois milhões de dólares. Até 2017, a premiação só aumentou em 50%, o que parecia ser uma tendência de manutenção nos anos seguintes.

Em 2018 e 2019, duas duplicações seguidas fizeram River Plate e Flamengo adquirirem 6 e 12 milhões de dólares, respectivamente. Seguidos aumentos posteriores foram feitos pela Conmebol, que também passou a premiar vitórias na fase de grupos e valorizar as classificações no mata-mata cada vez mais.

NÚMEROS
Cano
36 jogos no ano
11 partidas na Libertadores
35 gols marcados

Cavanni
5 partidas na Libertadores
2 jogos na Copa Argentina
2 gols marcados

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