Senador Rogério Marinho é contra portaria do Governo Lula que favorece trabalhador

Senador bolsonarista, Rogério Marinho é um ferrenho defensor das reformas que retiram direitos da classe trabalhadora

O líder da Oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), expressou forte crítica à recente portaria do governo Lula que proíbe acordos diretos entre patrões e empregados no setor de comércio, especialmente em relação ao trabalho aos domingos e feriados.

A PORTARIA MTE Nº 3.665, DE 13 DE NOVEMBRO DE 2023, assinada pelo ministro Luiz Marinho (Trabalho e Emprego) na segunda-feira (13.nov), revoga a autorização concedida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que permitia tais acordos sem a necessidade de consentimento por meio de convenção coletiva. A regra concedida por Bolsonaro, na prática, retirava dos trabalhadores o direito de recusa, uma vez que sem acordo coletivo, na maioria das vezes se tornava obrigatório trabalhar domingos e feriados sem qualquer tipo de negociação entre empresa e trabalhador, sob pena de demissão.

Marinho argumentou que a mudança na regra representa um “ataque” contra a economia, prejudicando tanto trabalhadores quanto empregadores, e classificou a medida como mais um movimento do governo Lula em favor do que chamou de “velho e carcomido peleguismo sindical”.

O senador anunciou sua intenção de propor uma nova legislação para corrigir a medida, destacando que a restrição imposta pelo governo Lula é prejudicial ao funcionamento do setor de comércio. Em suas palavras, “quando Lula falou que no próximo ano teríamos menos feriados, já estava tramando contra o Brasil e a favor do peleguismo sindical. O PT sabota a economia e promove retrocesso. Resultado: ‘Lula proíbe acordo direto do comércio sobre trabalho em feriado'”.

Mas, afinal, quem é Rogério Marinho?

O empresário e senador Rogério Marinho, já foi do PSDB e PSB, é bolsonarista de carteirinha e um ferrenho defensor das reformas que retiram direitos da classe trabalhadora.

Ele foi relator da reforma Trabalhista do ilegítimo Michel Temer (MDB-SP), que extinguiu mais de 100 itens da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e legalizou formas precárias de trabalho, como o contrato intermitente.

Por sua experiência em tirar direitos da classe trabalhadora, foi nomeado secretário especial da Previdência no governo Bolsonaro, onde atuou de 2019 a 2020, especialmente para ajudar a aprovar a reforma da Previdência, que acabou com o sonho de milhões de trabalhadores de um dia se aposentar.

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