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Ouro Branco

Quando a fiscalização vira palanque: Em Ouro Branco, oposição reforça estratégia do “quanto pior, melhor”

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Em meio ao clima já tenso da eleição suplementar marcada para 17 de maio, um movimento passou a chamar a atenção da população de Ouro Branco–RN: o aumento das convocações de secretários municipais por parte da oposição, que detém a presidência e maioria na Câmara. A sequência de ações levantou dúvidas entre os moradores sobre quais seriam, de fato, os reais objetivos dessas convocações.

O caso mais recente foi a convocação da secretária de Assistência Social, Luzilene Figueiredo de Medeiros (Nega Lapixó), que reforçou a desconfiança da população ourobranquense que está atenta a tudo isso. Ela compareceu à Câmara, mas basicamente não enfrentou questionamentos — todos eles facilmente respondidos pelo Portal da Transparência ou por simples pedidos formais. Para muitos, mais um ato de exposição do que de fiscalização, mas conhecido como “Circo Político”.

Outro ponto que chama atenção foi a fala do vereador Turica, que até o mês passado ocupava justamente a Secretaria de Agricultura e nunca foi convocado enquanto estava à frente da pasta. O mesmo vale para Kleginaldo Medeiros, hoje na oposição, que comandou a Infraestrutura por mais de três anos sem enfrentar esse tipo de cobrança.(veja vídeo abaixo).

Os episódios reforçaram uma crítica que ganha força: a utilização da Câmara Municipal como palco político, transformando convocações em espetáculo, com pouco conteúdo prático e muito efeito midiático. Para muitos, trata-se de uma tentativa clara de gerar desgaste e insegurança na população, sobretudo em um momento sensível como o de uma eleição suplementar.

Fiscalizar é uma obrigação do vereador. Mas há uma linha tênue entre o exercício legítimo da função e o uso político dessa prerrogativa. Quando convocações deixam de buscar respostas e passam a servir apenas como instrumento de pressão ou exposição, o prejuízo não é apenas institucional — é coletivo.

A população de Ouro Branco acompanha atenta. Em um cenário onde a informação está cada vez mais acessível, ações vazias tendem a ser rapidamente percebidas. No fim das contas, o eleitor sabe distinguir quem trabalha por resultados e quem aposta no caos como estratégia.

A pergunta que fica é direta: a quem interessa o clima de instabilidade?

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