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Projeto propõe rota turística para integrar serras do interior do RN

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Um projeto de lei em tramitação na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte propõe a criação da Rota Turística “Caminhos das Serras do Sertão”, com o objetivo de estruturar e integrar destinos serranos do interior potiguar, estimulando o turismo sustentável e dinamizando economias locais historicamente fora dos principais circuitos do estado.

O roteiro sugerido abrange regiões como Serra de Santana, Serra de João do Vale, Serra de São Bernardo e Serra da Formiga. A ideia é conectar esses territórios em um circuito organizado, com ênfase na valorização ambiental, cultural e gastronômica. A proposta foi apresentada pelo deputado Nelter Queiroz.

Na prática, o projeto busca consolidar uma política de interiorização do turismo no estado, aindafortemente concentrado em Natal e no litoral. As áreas serranas, embora já conhecidas por atrativos naturais, clima mais ameno e manifestações culturais próprias, ainda operam com baixa inserção em roteiros estruturados e com pouca articulação entre si.

Entre as diretrizes previstas estão o incentivo a diferentes segmentos, como ecoturismo, turismo de aventura, turismo cultural e turismo gastronômico, além do fortalecimento de iniciativas já existentes nos municípios envolvidos. O texto também aponta para ações de apoio à cadeia produtiva local, incluindo capacitação profissional, estímulo ao artesanato e à culinária regional, e a promoção de eventos capazes de atrair visitantes.

No campo da infraestrutura, a proposta prevê a melhoria das vias de acesso às serras, implantação de sinalização turística padronizada, criação de pontos de apoio ao visitante e incentivo à instalação de mirantes, trilhas e áreas de convivência. Outro eixo central é a gestão integrada da rota, com articulação entre o Governo do Estado, prefeituras, iniciativa privada e organizações da sociedade civil.

A lei também abre a possibilidade de inclusão de novos municípios que apresentem potencial turístico ligado às regiões serranas, o que pode ampliar o alcance territorial da rota ao longo do tempo.

Para a turismóloga Jessica de Souza, “Projetos de rotas integradas podem aumentar o tempo de permanência dos visitantes e diversificar a oferta turística, mas o principal desafio está na execução, com manutenção de infraestrutura, promoção contínua dos destinos e coordenação entre os diferentes entes envolvidos”, avalia.

“No Rio Grande do Norte, ainda há uma ausência de programas estruturantes voltados para o interior, o que faz com que muitos destinos com potencial permaneçam à margem das estratégias oficiais de turismo”, finaliza.

Se avançar na tramitação e for implementado, o projeto tende a atuar em duas frentes: fortalecer polos serranos já emergentes e estimular o surgimento de novos empreendimentos turísticos no interior, ampliando a distribuição dos impactos econômicos do turismo no Rio Grande do Norte.

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