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Primeiro-ministro do Japão faz visita surpresa à Ucrânia para encontrar com Zelensky

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O primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, fará uma viagem surpresa à Ucrânia nesta terça-feira (21) para se encontrar com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky – um dia depois que o líder chinês Xi Jinping se encontrou com seu colega russo, Vladimir Putin, em Moscou.

Kishida já deixou a Índia, onde se encontrou com o primeiro-ministro Narendra Modi, e agora está a caminho da Ucrânia, segundo a emissora pública japonesa NHK.

Será a primeira vez que um primeiro-ministro japonês visita um país ou região em conflito desde a Segunda Guerra Mundial, informou a NHK.

Será também a primeira visita à Ucrânia de um membro asiático do grupo G7 e a primeira de um aliado dos Estados Unidos na região.

As duas visitas de Kishida e Xi ressaltam profundas divisões no nordeste da Ásia em relação à guerra na Ucrânia, com o Japão prometendo ajuda substancial para Kiev, enquanto a China continua sendo uma voz solitária apoiando um Putin cada vez mais isolado – agora um pária global e suspeito de ser um criminoso de guerra.

Diante da crescente assertividade e alcance global da China, o Japão e os Estados Unidos se aproximaram nos últimos anos, especialmente na segurança regional e na cooperação de inteligência.

O Japão também é membro do Quad, o grupo informal focado em segurança que inclui Índia, Austrália e Estados Unidos.

Kishida já havia se manifestado com veemência contra a invasão de seu vizinho por Moscou, alertando no ano passado que “a Ucrânia hoje pode ser o Leste Asiático amanhã”.

No mês passado, na véspera do aniversário de um ano da invasão, o Japão prometeu US$ 5,5 bilhões em ajuda humanitária à Ucrânia, quadruplicando as contribuições anteriores de Tóquio.

“A agressão da Rússia contra a Ucrânia não é apenas um assunto europeu, mas um desafio às regras e princípios de toda a comunidade internacional”, disse Kishida na época.

Durante sua visita a Nova Délhi na segunda-feira, Kishida anunciou um novo plano para investir US$ 75 bilhões no Indo-Pacífico, segundo a Reuters – amplamente visto como uma tentativa de aprofundar os laços com países do sul e sudeste da Ásia e combater a influência da China

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