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Presidente palestino diz que apenas os EUA podem impedir ataque de Israel a Rafah

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O presidente Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas disse, em uma conferência na capital saudita Riad, neste domingo (28), que somente os Estados Unidos podem impedir Israel de atacar a cidade de Rafah, em Gaza. Abbas acrescentou que a investida israelense — que ele acredita que acontecerá nos próximos dias — poderia forçar grande parte da população palestina a fugir do enclave.

“Apelamos aos Estados Unidos da América para que peçam a Israel que não continue o ataque em Rafah. A América é o único país capaz de impedir Israel de cometer este crime”, disse Abbas numa reunião especial do Fórum Econômico Mundial.

Israel, que há semanas ameaça lançar um ataque total à região — com a justificativa de que o objetivo da ação é destruir os batalhões restantes do Hamas no local — intensificou as ofensivas aéreas na semana passada.

Os países ocidentais, incluindo o aliado mais próximo de Israel, os Estados Unidos, pediram ao país que se não avançasse sobre Rafah, que fica ao lado da fronteira egípcia e abriga mais de um milhão de palestinos que fugiram do ataque de sete meses de Israel a grande parte do resto de Gaza.

“O que acontecerá nos próximos dias depende do que Israel fará ao atacar Rafah, já que todos os palestinos de Gaza estão reunidos lá”, apontou Abbas, acrescentando que apenas um “pequeno ataque” em Rafah seria suficiente para fazer a população fugir.

“Aconteceria, então, a maior catástrofe da história do povo palestino.”

Abbas reiterou que rejeita o deslocamento de palestinos para a Jordânia e o Egito. Ele também disse estar aflito com a possibilidade de Israel tentar forçar a população palestina a sair da Cisjordânia e entrar na Jordânia.

“Estou preocupado que Israel tente empurrar os palestinos para fora da Cisjordânia após terminar com Gaza”, apontou o presidente palestino.

Israel lançou a sua ofensiva em Gaza depois do Hamas ter liderado um ataque ao sul de Israel, em 7 de outubro, no qual o governo israelense afirma que 1.200 pessoas foram mortas e 253 feitas reféns. Desde então, mais de 34 mil palestinos perderam a vida, segundo o Ministério da Saúde de Gaza.

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