23 C
Ouro Branco

Sanções à Rússia não estão funcionando, diz ex-secretário do Tesouro dos EUA

Anúncios

O ex-secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Larry Summers, disse que, enquanto a guerra da Ucrânia completa um ano, os tetos de preço sobre o petróleo russo devem ser reforçados para maximizar o impacto das sanções no país.

ex-secretário do tesouro dos EUA diz que Sanções à Rússia não estão funcionando

Ex-presidente da Universidade de Harvard, Summers disse a Fareed Zakaria no programa GPS, neste domingo (26), que as sanções econômicas à Rússia não tiveram um efeito mais forte porque países que representam uma parte significativa do PIB mundial, como China, Índia e Turquia, não participaram.

A economia da Rússia deve crescer 0,3% neste ano, informou o FMI, melhor do que o Reino Unido ou a Alemanha, apesar das sanções e do congelamento das reservas do banco central do país.

O comércio com os vizinhos da Rússia “aumentou consideravelmente no ano passado, o que sugere que eles estão servindo como um ponto de passagem para as mercadorias entrarem na Rússia”, disse Summers.

Summers disse que o conflito agora se tornou uma “guerra de atrito”, ou seja, uma estratégia militar em que um lado está tentando desgastar o outro até ponto da fadiga.

A maneira de vencer o aspecto econômico disso, disse Summers, é apoiar a economia da Ucrânia, que tem cidades bombardeadas e milhões de pessoas desamparadas.

Os recursos russos deveriam ser a principal fonte para pagar a conta da reconstrução da Ucrânia, disse Summers.

Os ativos russos deveriam ser usados para apoiar “o mundo em desenvolvimento que pagou e sofreu enormemente com os preços mais altos de alimentos e energia por causa da agressão russa”, afirmou Summers.

Poderia criar um “precedente saudável” o fato de países envolvidos em agressões internacionais, como a Rússia, perderem ativos estatais, acrescentou Summers.

Os fundos russos são mantidos em instituições internacionais, “que, por sua vez, retêm os créditos sobre os tesouros dos principais países, principalmente os Estados Unidos e os europeus”. Isso da a essas instituições a capacidade de confiscar ativos e usá-los como bem entenderem, com “fortes precedentes” de casos na Guerra do Iraque.

Mais artigos

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Últimos artigos