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Elon Musk e Linda Yaccarino, ex-diretora-geral da rede, foram convocados para “audições livres” na “qualidade de gestores de fato e de direito da plataforma X à época dos fatos”, informou a procuradora Laure Beccuau em comunicado.
A magistrada também informou que as instalações francesas da plataforma X estavam sendo alvo de buscas nesta data, segundo o comunicado citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).
As diligências ocorrem no âmbito de um inquérito aberto no início de 2025, após denúncias feitas por deputados que apontavam algoritmos enviesados na rede social, suscetíveis de terem comprometido seu funcionamento.
Desde então, as investigações foram ampliadas para outras infrações, incluindo cumplicidade na posse e difusão de imagens de menores com caráter de pornografia infantil, “deepfakes” (manipulação de imagens e áudio) de cunho sexual e negacionismo.
Além de Musk e Yaccarino, “vários funcionários da plataforma X também foram convocados para a semana de 20 a 24 de abril de 2026 para serem ouvidos na condição de testemunhas”, explicou a procuradora.
Segundo Beccuau, as audições devem permitir que os dirigentes “exponham sua posição sobre os fatos e, se for o caso, as medidas de conformidade previstas”.
A escolha do formato de “audição livre” reflete, segundo os investigadores, uma “abordagem construtiva”, com o objetivo de garantir a conformidade da plataforma com as leis francesas.
No processo judicial que envolve a plataforma Kick, após a morte de um streamer no verão passado, o Ministério Público de Paris emitiu, no fim de janeiro, mandados de prisão contra três gestores.
Os envolvidos não compareceram perante a Justiça francesa.
O inquérito contra a X teve origem em uma denúncia apresentada em 12 de janeiro de 2025 pelo deputado Eric Bothorel, que expressou “vivas preocupações” em relação a mudanças nos algoritmos da plataforma após sua aquisição por Musk.
O deputado também citou “aparentes interferências” na gestão do antigo Twitter desde que a plataforma foi comprada pelo ex-colaborador do presidente Donald Trump, segundo o jornal francês Le Monde.
Uma segunda denúncia, feita por um diretor de cibersegurança do serviço público, referia-se a alterações no algoritmo que teriam provocado uma super-representação de “conteúdos políticos nauseantes”.
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