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Festa e protesto no segundo dia de desfiles do Grupo Especial

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O segundo dia de desfiles do Grupo Especial das escolas de samba do Rio de Janeiro, na noite de segunda-feira (20), teve alegria e também recados políticos, especialmente no desfile da Beija-Flor, penúltima escola a passar pela avenida. 

Segundo dia de desfiles

Além da escola de Nilópolis, desfilaram pela Marquês de Sapucaí as escolas Paraíso do Tuiuti, Portela, Vila Isabel, Imperatriz Leopoldinense e Viradouro. Confira alguns dos destaques da noite.

A Paraíso do Tuiuti fez uma homenagem ao estado do Pará, tendo como gancho o rebanho de búfalos da Ilha de Marajó, o maior do país. Um dos homenageados foi Mestre Damasceno, compositor de carimbó e toada de boi-bumbá.

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Paraíso do Tuiuti falou sobre a cultura do estado do Pará a partir dos búfalos da ilha de Marajó / Alexandre Vidal/RioCarnaval

Escola apresentou elementos da cultura paraense / Alexandre Vidal/RioCarnaval

Comemorando seu centenário, a Portela emocionou os presentes à Marquês de Sapucaí com homenagens a grandes nomes de sua história, como Clara Nunes e Monarco. Mas a escola teve problemas com um dos carros alegóricos, situação que pode prejudicar a avaliação e fazê-la perder pontos.

Portela inovou ao fazer um show de drones em homenagens a figuras históricas, como Clara Nunes / Alexandre Vidal/RioCarnaval

Escola contou sua própria história em comemoração ao centenário / Diego Mendes/RioCarnaval

Com um desfile pregando o respeito à liberdade de crença, que falava sobre festas ligadas às religiões, a Vila Isabel foi uma das escolas mais aplaudidas da noite. O trabalho do carnavalesco Paulo Barros impressionou.

Carro alegórico que trouxe escultura de São Jorge foi um dos destaques do desfile da Vila Isabel / Diego Mendes/RioCarnaval

Sempre celebrado, Martinho da Vila desfilou em carro alegórico da Vila Isabel / Vitor Melo/RioCarnaval

Grupo de jurados, responsável pelas temidas e aguardadas notas que definem as escolas campeãs do carnaval / Fernando Frazão/Agência Brasil

A Imperatriz Leopoldinense foi à avenida com um enredo que buscava responder a uma pergunta: Lampião foi herói ou vilão? Com um desfile cheio de cores e um samba empolgante, conquistou a torcida.

Cabeças de Lampião, Maria Bonita e de integrantes de seu bando, que foram decapitados, são representadas no desfile da Imperatriz / Diego Mendes/RioCarnaval

Integrantes da Imperatriz Leopoldinense arrastam o pé na Marquês de Sapucaí / Vitor Melo/RioCarnaval

A Beija-Flor falou sobre os 200 anos da Independência Baiana, comemorados em 2 de julho deste ano. A escola fez um dos desfiles com pegada mais política, com protestos a favor de excluídos e marginalizados.

Luzes da Marquês de Sapucaí são apagadas para dar destaque à passagem da Beija-Flor pela avenida / Diego Mendes/RioCarnaval

“Brasil, Terra Indígena”: Beija-Flor, que fez um dos desfiles com mais marcas de protesto neste ano na Sapucaí, se posiciona contra o Marco Temporal / Diego Mendes/RioCarnaval

A Viradouro fechou a segunda e última noite de desfiles com uma homenagem a Rosa Maria Egipcíaca, mulher que veio traficada como escrava da África para o Brasil e se tornou liderança religiosa, em uma vida cheia de reviravoltas.

Viradouro levou Rosa Maria Egipcíaca para a Marquês de Sapucaí / Diego Mendes/RioCarnaval

Escola de Niterói fez um espetáculo de luz e cor para encerrar o carnaval carioca / Diego Mendes/RioCarnaval

Edição: Vivian Virissimo

Brasil de Fato

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