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Apoio à pré-candidata a deputada e vereadora de Natal, a bolsonarista Nina Souza (PL), esposa do prefeito de Natal, Paulinho Freire (União Brasil), expõe incoerência política da ex-prefeita Fátima Silva e levanta questionamentos sobre um suposto sequestro do PT no município
Em meio à movimentação para a eleição suplementar em Ouro Branco–RN, um fato chama atenção e escancara contradições difíceis de ignorar. A ex-prefeita Fátima Silva, que recentemente articulou para assumir o controle local do Partido dos Trabalhadores (PT) por meio de uma federação, agora aparece apoiando uma pré-candidata identificada com o bolsonarismo.
Vale a pena frisar que a composição da comissão provisória está sendo questionada na justiça, documentos da própria justiça eleitoral comprovam que ao assumir a presidência da comissão, o irmão do então vereador Dedé, Josedec Josué de Moura, não era filiado a nenhum dos partidos que compõem a federação.
O gesto, divulgado nas redes sociais com tom de fortalecimento político, levanta questionamentos sobre coerência ideológica e estratégia eleitoral. Nos bastidores, a movimentação é vista como mais um capítulo de um jogo político pragmático, onde alianças parecem ignorar princípios em nome do poder.
Para tentar justificar a manobra que garantiu o comando do diretório do PT no município, aliados da ex-prefeita partiram para o ataque, acusando o assessor parlamentar da deputada Natália Bonavides, Zulamar Juarez, de ser bolsonarista — uma narrativa que contrasta com o próprio movimento do grupo, agora alinhado a uma candidatura de perfil semelhante.
O cenário reforça a percepção de uma política marcada por conveniência, onde o discurso muda conforme a necessidade, deixando o eleitor diante de um velho dilema: confiar no que se diz ou observar o que se faz.
