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“É preciso acabar com preconceito contra MST”, diz ministro

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É preciso acabar com o preconceito contra o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). É o que afirmou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, durante a Festa da Colheita realizada neste sábado (25) no acampamento Fidel Castro do MST, em Centenário do Sul, no Norte do Paraná.

É preciso acabar com o preconceito contra o MST

O evento reuniu cerca de 3 mil pessoas para celebrar a primeira safra de soja não transgênica da região e contou com a presença da presidenta do PT, a deputada federal Gleisi Hoffmann, e dos ministros Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário e Familiar) e Carlos Fávaro (Agricultura, Pecuária e Abastecimento). Durante seu discurso, o ministro da Agricultura destacou a importância de se valorizar a agricultura familiar e de se apoiar as iniciativas dos movimentos sociais do campo, em especial do MST.

“Eu sempre digo que não existe duas agriculturas. Todos os homens e mulheres que tem vocação devem ter o direito de ter um pedaço de terra, independente do tamanho da propriedade. É preciso cumprir um papel importante: acabar com o preconceito existe neste país contra o MST. O MST é um movimento legítimo de sonho pela terra”, disse Fávaro.

“Eu cheguei ao meu município por um assentamento de reforma agrária. Passei pelos mesmo dissabores, com a ausência do poder público, com dificuldade para cumprir minha vocação. Ver esse movimento tecnificado, cooperativista, que a agroindústria acontece, que gera renda e dignidade pra homens e mulheres, é simplesmente fascinante. Eu serei sempre um grande defensor de vocês”, acrescentou o ministro.

Os números reafirmam a fala de Fávaro. De acordo com Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), o MST é considerado o maior produtor de arroz orgânico da América Latina, e segue nessa posição há mais de 10 anos. Segundo Martielo Webery, do setor de comercialização da Cootap, as famílias camponesas estimam colher, na safra 2021/2022, mais de 15,5 mil toneladas, cerca de 310 mil sacas de 50 kg do produto, em aproximadamente 3.196,23 hectares.

O plantio de soja convencional, como também é chamada a semente não transgênica, cresce a cada ano em assentamentos e acampamentos do MST. Nas comunidades Fidel Castro e Maria Lara, de Centenário do Sul, as lavouras ocupam 200 hectares.

Segundo Diego Moreira, dirigente do MST, o “Movimento está propondo um grande desafio, que é ressignificar o valor da soja para a população brasileira”

Os assentamentos 8 de Abril, do município de Jardim Alegre, e Novo Paraíso, em Boa Ventura de São Roque, também iniciarão em breve as colheitas de lavouras de soja orgânica. Em Jardim Alegre, são 44,62 hectares de cultivo do grão livre de transgênico, sendo 8,38 destes de produção orgânica já certificada.

Já em Barbosa Ferraz, o plantio atualmente é de três hectares de soja orgânica, com perceptiva de crescer nos próximos anos. A produção tem acompanhamento técnico do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná).

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