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‘Dinheiro esquecido’: o que acontece se eu não fizer o resgate?

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Página para conferir valores esquecidos foi reativada na última terça-feira (28) pelo BC; veja como consultar.

Banco Central do Brasil reativou na última terça-feira (28) o sistema para consulta de dinheiro esquecido em instituições financeiras. Ao todo, 38 milhões de pessoas físicas e 2 milhões de empresas têm cerca de R$ 6 bilhões a receber, segundo o BC.

Os saques poderão ser feitos a partir da próxima terça-feira (7), mas cabe a cada beneficiário acessar o sistema do Banco Central e solicitar o resgate dos valores.

Afinal, o que acontece caso o dinheiro não seja sacado e continue esquecido?

  • De acordo com o Banco Central, os recursos permanecem guardados pelas instituições até que, em algum momento, o resgate seja feito. Se isso não acontecer, o dinheiro vai continuar lá.

“Nesse período, eles [os valores] podem sofrer atualização monetária ou de descontos previstos em lei, em norma do Sistema Financeiro Nacional ou em contrato”, informou.

Mas as instituições – os bancos, por exemplo – podem usar de alguma forma esses recursos?

  • A resposta é não. Segundo a autoridade monetária do Brasil, esse dinheiro não pode ser utilizado pelas instituições.

“Os recursos ficam provisionados nas contas das instituições e não podem ser utilizados em suas operações”, esclareceu o Banco Central.

Existe algum projeto para rever a distribuição desses valores?

  • Perguntado pela equipe do g1o BC afirmou, em nota, que não existem projetos em discussão para possíveis novas destinações dos recursos não resgatados. Na prática, o dinheiro continua guardado nas instituições.

“No momento, o foco é na devolução dos valores aos credores”, informou.

15 milhões de consultas

O sistema do BC para consulta de valores esquecidos em instituições financeiras teve 15 milhões de acessos nos três primeiros dias de reativação de buscas, entre terça (28) e quinta-feira (2).

De acordo com o BC, foram 5,1 milhões de consultas públicas realizadas no primeiro dia, 5,6 milhões no segundo e, no terceiro, 4,3 milhões.

Do total, 4 milhões tiveram resultados positivos – ou seja, possuíam saldo a resgatar –, o que representa 27% do total. Outras 11 milhões (73%) não encontraram nenhum recurso a sacar.

Vale ressaltar que, se a mesma pessoa consultou duas vezes, o sistema contabilizou os dois acessos. Quem tiver dinheiro esquecido poderá sacar a partir da próxima terça-feira (7). Veja mais abaixo como consultar.

Minoria tem mais de R$ 1 mil a receber

Um relatório do Banco Central sobre valores esquecidos mostra que 643.105 pessoas têm mais de R$ 1.000,01 a sacar.

Os dados também dão conta de que 4,6 milhões de pessoas têm entre R$ 100,01 e R$ 1.000 esquecidos. A maior parcela de beneficiários, no entanto, é de quem tem até R$ 10: estes são, ao todo, 29,2 milhões de pessoas.

Os números são referentes ao total de contas – uma pessoa pode ter mais de uma conta aberta com dinheiro esquecido. Os dados divulgados nesta semana pelo Banco Central são referentes a janeiro de 2023.

Confira a quantidade de beneficiários por faixa de valores a receber:

  • acima de R$ 1.000,01: 643.105 contas | 1,37% do total
  • entre R$ 100,01 e R$ 1.000,00: 4.694.862 contas | 10,03% do total
  • entre R$ 10,01 e R$ 100,00: 12.195.837 contas | 26,05% do total
  • entre R$ 0,00 e R$ 10,00: 29.282.110 contas | 62,55% do total

Como consultar

O SVR tem disponíveis cerca de R$ 6 bilhões em valores a receber para 38 milhões de CPFs e 2 milhões de CNPJs.

O Banco Central ressalta que o único site no qual é possível fazer a consulta e saber como solicitar a devolução dos valores para pessoas jurídicas ou físicas, incluindo falecidas, é o https://valoresareceber.bcb.gov.br.

A consulta aos valores esquecidos estava suspensa desde abril de 2022, assim como os saques. Será permitido o saque dos recursos também pelos herdeiros e representantes legais dos falecidos.

Novidades

Além do retorno do SRV, o BC anunciou mudanças nas consultas e saques para os usuários – neste último caso, eles começam em 7 de março, a partir das 10h. Veja abaixo.

  • Inclusão de todos os tipos de valores previstos na norma do SVR, ampliando a possibilidade e o montante a receber.
  • Compartilhamento e impressão das telas e protocolos de solicitação do SVR, inclusive pelo WhatsApp, facilitando o acesso e guarda das informações do sistema.
  • Sala de espera virtual para manter o SVR aberto por prazo indeterminado, com acesso sem agendamento.
  • Consulta a valores de pessoa falecida, com acesso para herdeiro, testamentário, inventariante ou representante legal, informando os dados de contato da instituição responsável pelo valor e a faixa de valor.
  • Mais transparência para quem tem conta conjunta. Se um dos titulares solicitar o valor via SVR, o outro, ao entrar no sistema, conseguirá ver as informações da solicitação: valor, data e CPF de quem solicitou.

Dicas para não cair em golpes

A primeira dica para não cair em golpes se refere a mensagens recebidas pelo WhatsApp para resgatar os valores esquecidos via PIX. Nesse caso, o BC orienta a ignorar as mensagens e, principalmente, não clicar em links.

Esses links, informa a instituição, roubam senhas em redes sociais e podem instalar vírus e programas espiões no celular.

Informações oficiais sobre valores a receber e sobre a consulta ao sistema são divulgadas apenas no site do Banco Central e nas redes oficiais da instituição, e não por meio de aplicativos de mensagens ou SMS.

Confira, abaixo, dicas para não cair em golpes:

  • O Banco Central não envia links e não entra em contato com os clientes para tratar sobre valores a receber ou para confirmar dados pessoais.
  • Ninguém está autorizado a entrar em contato com os clientes em nome do Banco Central ou do Sistema Valores a Receber.
  • Nunca clique em links suspeitos enviados por e-mail, SMS, WhatsApp ou Telegram.
  • Não faça qualquer tipo de pagamento para ter acesso aos valores. Todos os serviços do Valores a Receber são totalmente gratuitos.
  • O único site para saber informações sobre valores a receber é https://valoresareceber.bcb.gov.br/.

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