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O Rio Grande do Norte teve um saldo positivo de 15.870 contratações com carteira assinada ao longo de 2025, segundo os dados apresentados nesta quinta (30) pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. O saldo positivo é resultado do balanço entre as 257.414 contratações e 241.544 demissões entre janeiro e dezembro do ano passado. Considerando todos os estados do país nesse mesmo período, o Rio Grande do Norte ficou à frente de Sergipe (15,5 mil), Espírito Santo (13,8 mil), Rondônia (10,4 mil), Amapá (R$ 8 mil), Tocantins (7,4 mil), Acre (5,1 mil) e Roraima (2,6 mil) em número de vagas criadas em empregos formais.
Segundo a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Norte (Sedec), no RN, os setores de Serviços, Indústria, Comércio e Agropecuária lideraram a geração de vagas ao longo do ano, com destaque para os serviços públicos e sociais, o comércio varejista e as indústrias de transformação. Os dados da Sedec apontam ainda que Natal, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Macaíba e Extremoz concentraram os maiores saldos positivos de empregos.
No Nordeste, apesar do saldo positivo, o Rio Grande do Norte foi o segundo estado que menos criou empregos segundo o Caged, à frente apenas de Sergipe, que abriu 15.457 novas vagas de carteira assinada. O estado que mais criou emprego foi a Bahia (94.380), em seguida aparece Pernambuco (72.565) e Ceará (49.184).


No Rio Grande do Norte, o salário médio real foi de R$ 1.848,54 em dezembro de 2025, o sétimo menor da região, atrás de Sergipe (R$ 2.157,62), de Pernambuco (R$ 2.088,40), do Maranhão (R$ 2.013,27), da Bahia (R$ 1.996,01), do Piauí (R$ 1.950,47) e do Ceará (R$ 1.940,90). Em termos salariais, o RN ficou à frente apenas da Paraíba (R$ 1.779,72) e Alagoas (R$ 1.800,08).
Brasil
No Brasil, em 2025, a taxa de desemprego ficou em 5,6%, a menor da série histórica iniciada em 2012. O país teve saldo positivo de 1.279.498 vagas de trabalho com carteira assinada, número um pouco menor do que o balanço de 2024, quando tinham sido abertas 1.677.575 vagas de emprego. Ao todo, até dezembro do ano passado, o país tinha um estoque de 48.474.348 postos de trabalho formais.
No Brasil, dos cinco grandes setores da economia, quatro tiveram saldo positivo, foi o caso de Serviços (+ 5.218), Indústria (+ 5.036), Comércio (+ 4.722) e Agropecuária (+ 1.093). Já a Construção Civil seguiu num movimento contrário, com perda de empregos e o fechamento de 208 vagas.

