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Após anunciar Wellington César Lima e Silva como ministro da Justiça e Segurança Pública, em conversa reservada no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um pedido direto ao novo comandante da pasta: priorizar a aprovação da PEC da Segurança e o PL Antifacção.
A preocupação de Lula tem como pano de fundo as eleições de outubro e a percepção do eleitor sobre o aumento da violência no país. Pesquisas recentes indicam que a segurança pública aparece entre as maiores preocupações da população, atrás apenas de economia e saúde, o que eleva a pressão do governo por uma atuação mais enérgica.
A ideia de Lula, no último ano do mandato, é de que o governo precisa apresentar resultados que demonstrem firmeza, especialmente, no enfrentamento ao crime organizado.
O novo ministro terá como principal missão reconstruir a relação da Justiça com o Legislativo, após uma série de desgastes, a exemplo de votações como o PL Antifacção e a PEC da Blindagem, na Câmara dos Deputados.
Sob reserva, integrantes do Ministério da Justiça reconhecem dificuldade em avançar com a agenda de segurança no Parlamento.
O secretário de Assuntos Legislativos do ministério, Marivaldo Pereiratem sido uma das vozes mais críticas à atuação do Congresso. Ele acusa parlamentares de desidratarem o texto original da PEC da Segurança, além de apontar resistência e lentidão de líderes partidários em enfrentar temas estruturais sobre segurança.
Apesar das tensões, nesta terça-feira (14), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), se comprometeu com o Palácio do Planalto em pautar a PEC da Segurança Pública ainda neste semestre.
*Com informações de CNN
