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(UOL/FOLHAPRESS) – A má atuação defensiva do Santos contra a Chapecoense, na derrota desta quarta-feira (28), passou pelas escolhas do técnico Juan Pablo Vojvoda, que agora terá dois clássicos pela frente para justificar suas decisões.
Pagou o preço de poupar
Vojvoda poupou jogadores que vinham sendo titulares na partida contra a Chapecoense, como Gabigol e a dupla de zaga Zé Ivaldo e Adonis Frías. Além deles, Mayke foi outro nome do setor defensivo que não esteve na Arena Condá, embora dispute posição com Igor Vinicius.
Sem os zagueiros titulares, a defesa foi formada por Luan Peres e Alexis Duarte. O Peixe teve desempenho defensivo ruim, e as quatro finalizações da Chapecoense no gol terminaram em gols. Willian Arão, outro jogador que auxilia a zaga, também foi desfalque após passar por cirurgia para retirada de cálculo renal.
A decisão por poupar atletas teve como objetivo os dois clássicos seguidos que o Santos terá contra o São Paulo — um pelo Campeonato Paulista e outro pelo Campeonato Brasileiro. A estratégia, porém, não funcionou, e o time deixou pelo caminho pontos que podem fazer falta mais adiante.
Para Vojvoda, o revés não apaga o bom desempenho ofensivo apresentado pela equipe. Segundo o treinador, o Santos criou mais chances do que nas últimas partidas, mas voltou a pecar na finalização.
“Nas últimas partidas cobraram muito que não criávamos chances de gol. Hoje criamos muitas chances e levamos gols. Nas outras partidas foi o inverso: nos defendemos melhor, e hoje não defendemos bem na primeira transição do jogo. O time teve um bom volume de jogo, tanto no primeiro quanto no segundo tempo, criou opções de gol, mas levamos quatro gols em quatro chegadas do adversário. Tivemos muitas oportunidades, mas não tivemos efetividade”, afirmou o técnico após a partida.
A aparente evolução ofensiva será testada nos clássicos contra o São Paulo, quando o Santos deverá contar novamente com a zaga titular. Os dois confrontos servirão como um “tira-teima” para Vojvoda buscar o equilíbrio entre produção ofensiva e solidez defensiva.
Santos e São Paulo se enfrentam no sábado e na próxima quarta-feira. O primeiro duelo, no Morumbis, é válido pelo Paulistão, competição em que as equipes tentam se afastar da zona de rebaixamento e se aproximar da classificação às quartas de final. O segundo confronto, na Vila Belmiro, será pelo Campeonato Brasileiro.
Novas peças em busca do equilíbrio
A gestão de carga também atingiu o ataque, fazendo com que o trio ofensivo nesta quarta-feira fosse formado por Lautaro Díaz, Caballero e Miguelito. Se os dois primeiros não renderam como esperado, o jovem boliviano vive bom momento no Santos e foi um dos destaques ofensivos da equipe.
A boa atuação de Miguelito pode colocá-lo como mais uma opção para Vojvoda buscar equilíbrio entre um ataque antes pouco criativo e uma defesa que vinha funcionando melhor. O boliviano pode assumir o papel de reserva imediato de Rollheiser e ser uma alternativa para mudar jogos saindo do banco. Ele, inclusive, foi elogiado pelo treinador, ainda que brevemente, na entrevista coletiva.
Outra novidade que amplia as opções do técnico argentino é Rony. Após a partida, Vojvoda confirmou a chegada do atacante ao Santos.
“(Rony) está vindo. Pelo que me comunicaram, sim, está certo. É um jogador que atua em todas as posições do ataque. Podemos utilizá-lo em diferentes funções, isso é importante. É um jogador que vocês conhecem, corre muito, tem experiência, é campeão. Pelo que falei com ele, continua com a mesma fome. E precisamos disso, de jogador que venha para somar”, disse o treinador.
Confiança segue em elenco curto
Apesar do desempenho ruim da zaga nesta quarta-feira, Vojvoda saiu em defesa dos jogadores e afirmou que segue confiando no elenco. Ainda assim, não descartou a possibilidade de reforços para o setor defensivo, assim como para outras áreas do time.
Até o momento, nenhuma nova peça foi contratada para a defesa — o Santos apenas acertou em definitivo a permanência de Zé Ivaldo.
“Neste momento, não posso sair falando que preciso de dez reforços, porque confio nos jogadores que tenho. São profissionais e erram porque jogam. Se um zagueiro errou, dou confiança a outro. Mas sempre existe a possibilidade de reforços, não só na defesa, mas em todas as linhas”, concluiu Vojvoda.
