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Kelps Lima bate forte: “Styvenson tem histórico de ataques a mulheres”

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Por Fernanda Sabino

As críticas do ex-deputado Kelps Lima (União Brasil) ao senador Styvenson Valentim (PSDB) vieram em tom contundente durante participação no podcast “Política RN”, onde o pré-candidato a deputado federal afirmou que não apoiará a reeleição do antigo aliado e fez uma série de ataques ao comportamento e à atuação política do parlamentar.

Um dos pontos mais duros da fala foi a acusação de que o senador teria um padrão de embates direcionados a mulheres. No podcast, Kelps afirmou que Styvenson “tem um ‘quê’ de brigar publicamente com mulher”, citando episódios envolvendo figuras femininas da política potiguar, incluindo a governadora Fátima Bezerra. Em tom provocativo, acrescentou: “Brigou com Fátima, com deputada, com senadora, com Nilda. Está na hora de comprar uma briga com homens”, disparou em tom de crítica.

A análise foi posteriormente reforçada em entrevista ao Diário do RN, onde Kelps adotou um tom mais reservado, mas manteve o conteúdo da acusação. “Ele tem um histórico de brigas públicas, não tem nada a ver com a vida privada, mas tem um histórico de embates com mulheres. De ataques, porque eu não vi nenhuma respondendo a ele no mesmo tom”, afirmou.

Ainda no podcast e na entrevista ao Diário do RN, Kelps ampliou o foco e passou a questionar a mudança de postura do senador ao longo do mandato. Segundo ele, o perfil que o elegeu em 2018 já não se sustenta. “Ele se tornou outra pessoa. Ele não é hoje o senador que eu votei. Ele fez uma conta política, questão de sobrevivência, e essa conta fez ele mudar a identidade”, disse, ao comparar o passado e o presente de Styvenson.

O ex-deputado resgatou a imagem de campanha do então candidato, associada ao combate à corrupção, para reforçar a crítica. “Eu votei em outro senador, em outra proposta. Aquele que andava com cacetete, com a palavra corrupção escrita, não é o mesmo de agora”, afirmou, sugerindo incoerência entre discurso e prática.

Kelps também direcionou críticas à atuação do senador em Brasília, insinuando uma mudança de comportamento fora do estado. “Aquele Styvenson bravo é só quando pega o avião para cá. Daqui para lá, ele vira um gatinho”, disse, ao sugerir que o parlamentar adota posturas diferentes conforme o ambiente político.

Na mesma linha, afirmou que o senador segue orientações de lideranças nacionais, sobretudo do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. “Ele vota o que Alcolumbre manda”, disparou.

Antigos Aliados
O rompimento político ficou explícito quando Kelps afirmou que não pretende repetir o voto. “Eu, nessa eleição, não vou votar em Styvenson. Não é nada pessoal, ele tem seu valor, mas não é mais o senador em quem eu votei”, declarou.

Os dois já estiveram no mesmo campo político, quando Styvenson foi eleito pelo Solidariedade em 2018, período em que compartilhavam alinhamento partidário. Hoje, o distanciamento se transforma em confronto público, com críticas que misturam comportamento, trajetória e atuação parlamentar, antecipando o clima acirrado da disputa eleitoral de 2026.

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