|
Getting your Trinity Audio player ready...
|
A pré-candidatura a presidência do escritor e psiquiatra Augusto Cury pelo Avante ainda é vista, no cenário atual, como um movimento de teste político. A avaliação é do cientista político Murilo Medeiros, que classifica a iniciativa como um “balão de ensaio” dentro da dinâmica eleitoral.
Segundo Medeiros, informou o site NDMais, o momento pré-eleitoral permite que partidos lancem nomes sem compromissos imediatos ou riscos políticos relevantes. Nesse contexto, a aposta em Augusto Cury funcionaria mais como um experimento para medir viabilidade nas pesquisas do que como uma candidatura consolidada.
“Neste momento, os partidos têm liberdade para fazer experimentos com pré-candidaturas sem arriscar ou perder nada”, afirma.
A análise indica que o projeto pode mirar um segmento específico do eleitorado: pessoas das classes B e C que demonstram insatisfação com a política tradicional.
Esse grupo, segundo o cientista político, tende a buscar referências fora do campo político convencional especialmente em conteúdos ligados à autoajuda, desenvolvimento pessoal e discursos motivacionais.
Nesse sentido, a eventual candidatura de Cury dialogaria com um perfil semelhante ao observado em fenômenos recentes da política brasileira, como Pablo Marçal (União-SP) marcados pelo uso intensivo da comunicação e pela construção de imagem fora das estruturas partidárias tradicionais.
Para Medeiros, há indícios de que o movimento se inspira em candidaturas com perfil de outsider, figuras que não se enquadram nos padrões clássicos da política institucional.
A estratégia, nesse caso, não depende inicialmente de estrutura partidária robusta, mas da capacidade de engajamento e identificação com um público específico, sobretudo nas redes sociais.
Apesar do potencial de alcance, a avaliação é de que ainda não há sinais concretos de consolidação da candidatura.
O desempenho em pesquisas de intenção de voto deve ser o principal termômetro para definir os próximos passos do projeto político.
