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“Cadu precisa aprender a falar a verdade antes de apontar o dedo para alguém”

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O ex-prefeito de Natal e pré-candidato ao Governo do Estado, Álvaro Dias, reagiu com firmeza às declarações de Cadu Xavier, que o acusou de mentir sobre a situação da saúde estadual e questionou se “vai ser a campanha toda com mentira”. Em tom direto, Álvaro devolveu a acusação e apresentou um conjunto de dados públicos para sustentar que o verdadeiro problema de credibilidade está do outro lado.

“Cadu é o rei da mentira, das contradições e do imposto!”, disparou o ex-prefeito de Natal e pré-candidato a governador, Álvaro Dias.

Sem rodeios, o ex-prefeito questionou a credibilidade do secretário e relembrou uma série de compromissos assumidos por ele desde que assumiu a área econômica do Estado, em 2023.

“Qual Cadu me chamou de mentiroso? O que disse que não atrasaria os consignados quando assumiu? O que prometeu usar o dinheiro da venda antecipada da folha dos servidores ao Banco do Brasil para resolver o problema e continuou atrasando?”, afirmou.

Álvaro também ampliou o ataque ao campo fiscal e administrativo do governo estadual, apontando atrasos em pagamentos e dificuldades na gestão financeira.

“Qual Cadu me chamou de mentiroso? O que disse que pagaria salários em dia, mas deixou aposentados e pensionistas com o 13º atrasado? O que fala em equilíbrio das contas e deixa médicos e fornecedores com meses de atraso? Esse senhor que só pensa em aumentar impostos precisa aprender primeiro a falar a verdade antes de querer apontar o dedo para alguém”, completou.

A reação de Álvaro se sustenta em uma linha do tempo de declarações e episódios envolvendo a gestão dos consignados no Estado — um dos pontos mais sensíveis da administração.

Em junho de 2023, Cadu Xavier afirmou publicamente: “Consignado para mim é folha… pagou folha, pagou consignado.”

A fala estabelecia um compromisso claro de alinhamento entre o pagamento dos servidores e o repasse aos bancos. No entanto, nos meses seguintes, o cenário mostrou instabilidade:
• Julho de 2023: bloqueio do crédito consignado por atraso nos repasses, com promessa de normalização em agosto;
• Setembro de 2023: em audiência na Assembleia, o próprio secretário admitiu atrasos e ajustou o discurso, afirmando que seu compromisso era “não acumular meses”;
• Outubro de 2023: nova suspensão do consignado, com reconhecimento público de “um mês de atraso” e previsão de instabilidade até o fim do ano.

O padrão registrado ao longo do segundo semestre — atraso, bloqueio, promessa de regularização e nova suspensão — expôs uma inconsistência entre o discurso inicial e a execução da política financeira.

CLIMA DE CONFRONTO
A troca de acusações evidencia o endurecimento do debate político no RN já no período de pré-campanha. O embate entre gestão fiscal e narrativa eleitoral deve se intensificar nos próximos meses, especialmente em temas sensíveis como salários, saúde e equilíbrio das contas públicas.

Nos bastidores, a avaliação é de que o confronto direto entre os dois pré-candidatos marca o início de uma disputa mais agressiva — com foco em credibilidade, gestão e confiança do eleitor.

Nesse embate, Álvaro ainda ressalta: “Saí da prefeitura do Natal com alto índice de aprovação, fiz o meu sucessor, entreguei várias obras e deixei dezenas de outras em andamento. Já Cadu foi o secretário que aumentou o ICMS, atrasou os consignados, negativou os servidores, deixou médicos sem salários, hospitais sem comida para servir aos profissionais e acompanhantes e saiu do Governo deixando um rombo nas contas públicas maior do que o que iniciou a gestão”.

Sobre as finanças estaduais, Álvaro Dias foi enfático: “A dívida do Estado saiu de R$ 1,75 bilhão em 2018 para R$ 6,3 bilhões. Os precatórios saltaram de R$ 900 milhões para R$ 5 bilhões. O orçamento de 2026 foi aprovado com um déficit estimado de R$ 1,5 bilhão. O Rio Grande do Norte é o estado que mais compromete receita com gasto de pessoal no Brasil — mais de 64%. Quem cuidou do cofre durante tudo isso? Cadu Xavier. Ele que era o secretário da Fazenda. Ele que criou a ‘supersecretaria’. E agora quer o cargo de governador para fazer o quê? Repetir?”

Álvaro Dias conclui: “Cadu Xavier foi secretário para cobrar imposto — e cobrou muito. Não construiu uma rua, não urbanizou uma comunidade, não entregou uma praça. Até empréstimo ele fez para tapar buraco. O Rio Grande do Norte precisa de quem saiba construir, não apenas de quem saiba cobrar. Nós fizemos. Está tudo documentado. Está tudo de pé.”

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