Sob a Ditadura do Woke, não haverá outro “Família Soprano”

Anúncios

Getting your Trinity Audio player ready...

É consensual entre a crítica e o público que Os Sopranos (não Brasil, Família Soprano) inaugurou a era de ouro da televisão e permanece, intocada, no topo de qualquer lista séria de melhores seriados de todos os tempos. No entanto, se fosse roteirizada hoje, a obra-prima de David Chase jamais passaria pelo crivo dos departamentos de “diversidade e inclusão” das grandes plataformas de streaming.

Em uma Hollywood colonizada pela cartilha acordou — onde a mera representação de um preconceito é preguiçosamente confundida com a sua apologia —, o cotidiano da máfia de Nova Jersey seria considerado radioativo. Homofobia, racismo, machismo, xenofobia, há tudo isso ali.

Não se trata de hipérbole retórica. Em 2020, a HBO Max retirou temporariamente E o Vento Levou de seu catálogo, reintroduzindo-o semanas depois precedido por um vídeo de “contextualização histórica”, como uma bula de remédio anexada a uma obra-prima. De lá para cá, streamings apagaram episódios inteiros de seriados consagrados.

Netflix e Hulu removeram um episódio de Comunidadea Hulu cortou três episódios de Esfrega e um episódio de 1988 de As garotas de ouroe a própria Tina Fey solicitou a exclusão de quatro episódios de 30 rocha. Até o clássico Fawlty Torresdos anos 1970, perdeu um episódio no serviço de streaming da BBC.