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A campanha de Allyson Bezerra (União Brasil) ao Governo do Rio Grande do Norte foi marcada por ocorrências e denúncias em Mossoró no fim de semana do 2° turno. No sábado (24), véspera da votação, quatro pessoas foram conduzidas à Polícia Federal após a apreensão de santinhos do candidato e de uma lista com nomes e placas de veículos supostamente autorizados a realizar abastecimentos previamente pagos em um posto de combustíveis. Neste domingo (25), dia da eleição, também houve um episódio de tensão envolvendo apoiadores de Allyson e o comitê eleitoral de Cadu de Lula (PT).
A ocorrência no posto de combustíveis, no bairro Bom Jardim, foi registrada no sábado (24). Segundo reportagem do Blog do Barreto, foram conduzidos à sede da PF dois frentistas, o gerente do estabelecimento e uma quarta pessoa que, conforme informações preliminares, estaria entregando material de campanha no local.
A lista apreendida continha nomes e placas de veículos que estariam autorizados a realizar abastecimentos previamente pagos. No estabelecimento, também foram encontrados santinhos de Allyson. O posto, segundo as informações divulgadas, é utilizado para abastecer veículos oficiais por meio de cotas de combustível.
As circunstâncias dos abastecimentos, a origem dos pagamentos e a possível relação entre o fornecimento de combustível e a distribuição de material eleitoral deverão ser esclarecidas pelas autoridades.
Também em Mossoró, um grupo de apoiadores de Allyson tentou entrar no comitê eleitoral de Cadu de Lula neste domingo (25). Integrantes do grupo chegaram a avançar sobre o acesso ao imóvel, provocando uma situação de tensão. A Polícia Militar foi acionada.
Justiça analisa denúncia de propaganda irregular
Outro caso envolvendo a campanha de Allyson foi levado à Justiça Eleitoral neste domingo. O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) analisou uma representação de Cadu de Lula e da coligação Time que Cuida sobre o espalhamento de material de campanha nas proximidades de um local de votação em Pau dos Ferros.
A ação aponta que impressos com o nome, a fotografia e o número eleitoral de Allyson foram encontrados em uma via pública próxima à FACEP (Faculdade Evolução Alto Oeste Potiguar). Parte do material também fazia referência à prefeita de Pau dos Ferros, Marianna Almeida, apoiadora do candidato, e identificava a gráfica responsável pela produção, com indicação de tiragem de 60 mil unidades.
Na decisão liminar, o desembargador eleitoral Paulo Augusto Pinheiro da Silva considerou que as imagens apresentadas conferiam plausibilidade à denúncia de derramamento de material de campanha. Ressaltou, porém, que os registros não identificavam quem espalhou os impressos nem demonstravam que os representados haviam determinado ou consentido com a prática.
O magistrado negou o pedido urgente para obrigar os representados a se absterem da conduta e aplicar multas. A representação seguirá para apuração da eventual irregularidade, após a apresentação das defesas. A decisão não atribui responsabilidade definitiva a Allyson ou aos demais envolvidos.
Sesed registra 14 ocorrências eleitorais no RN
O balanço divulgado pela Sesed neste domingo reúne 14 ocorrências em municípios potiguares. Além de um caso de suspeita de compra de votos, foram registrados episódios de propaganda irregular, boca de urna, desordem, desobediência, violação do sigilo do voto e transporte irregular de eleitor.
Foram cinco ocorrências de propaganda irregular, em Senador Elói de Souza, Luís Gomes, Parazinho, Macaíba e Caraúbas. Nos quatro últimos municípios, houve apreensão de material eleitoral e condução de pessoas à delegacia. Em Senador Elói de Souza, uma pessoa foi conduzida.
Natal teve dois registros de boca de urna: um na Rua Djalma Maranhão, em Nova Descoberta, por volta das 9h25, com apreensão de material; e outro em Candelária, às 15h20, que terminou com uma pessoa conduzida à delegacia.
O balanço inclui ainda dois casos de desordem, em Parnamirim e Arês, e dois de desobediência, em Monte Alegre e Parelhas. Em Várzea, houve uma ocorrência de violação do sigilo do voto, com condução de uma pessoa à delegacia. Em Martins, foi registrado um caso de transporte irregular de eleitor, também com condução à delegacia.
Em Mossoró, por volta das 14h50, uma pessoa foi conduzida à delegacia com aproximadamente R$ 3,4 mil em dinheiro e dois celulares, em uma ocorrência classificada como compra de votos. O balanço divulgado pela Sesed não detalha as circunstâncias da abordagem nem informa se houve confirmação do crime.
A Sesed não divulgou nomes dos envolvidos nem detalhes adicionais sobre as circunstâncias de cada ocorrência.
A legislação eleitoral proíbe a oferta de dinheiro, bens ou vantagens a eleitores com a finalidade de obter votos, assim como o derramamento de propaganda em locais de votação ou nas vias próximas. Eventuais responsabilidades dependem da apuração dos fatos e da análise das autoridades competentes.
