15.4 C
Ouro Branco

Potiguar lenda do basquete, Oscar Schmidt morre aos 68 anos

Anúncios

Getting your Trinity Audio player ready...

O ex-jogador Oscar Schmidt, um dos maiores nomes do basquete mundial e natural de Natal, morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos. Conhecido como “Mão Santa”, ele marcou época com a camisa 14 da seleção brasileira e construiu uma trajetória que o transformou em símbolo do esporte no país.

A morte foi confirmada pela assessoria. Oscar chegou a ser levado ao Hospital Municipal Santa Ana, em Santana de Parnaíba (SP), após passar mal, mas não resistiu. Nos últimos anos, enfrentava complicações de saúde após uma longa batalha contra um tumor cerebral.

Nascido em Natal, em 16 de fevereiro de 1958, o atleta manteve uma relação afetiva com a cidade ao longo da vida. Um dos momentos mais simbólicos dessa ligação foi quando conduziu a tocha olímpica na capital potiguar, no bairro da Ribeira, passando em frente ao Colégio Salesiano São José, onde estudou na infância. À época, ele descreveu a experiência como a maior emoção de sua vida, por representar sua cidade ao lado da família e da população.

Em nota oficial, a Prefeitura de Natal lamentou a morte do ex-jogador. “O Município do Natal manifesta profundo pesar pelo falecimento de Oscar Schmidt, o eterno ‘Mão Santa’. Natural de Natal, Oscar foi o maior expoente do basquete brasileiro e um dos maiores atletas da história mundial”, diz o comunicado. A gestão municipal também destacou a trajetória marcada pela garra e pelos arremessos precisos, além da coragem demonstrada fora das quadras, e se solidarizou com familiares, amigos e fãs.

Carreira

Com 2,04 metros de altura, Oscar construiu uma carreira de 26 anos e se tornou um dos maiores pontuadores da história do basquete, com quase 50 mil pontos somados entre clubes e seleção. Pela equipe nacional, atuou em 326 partidas e marcou 7.693 pontos.

Ele disputou cinco edições consecutivas dos Jogos Olímpicos, entre Moscou-1980 e Atlanta-1996, e segue como o maior cestinha da história da competição, com 1.093 pontos. Também conquistou a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1987, em uma vitória histórica sobre os Estados Unidos, além de títulos sul-americanos e o bronze no Mundial de 1978.

Mesmo tendo sido escolhido no draft da NBA em 1984, optou por não atuar na liga para manter a possibilidade de defender a seleção brasileira, numa época em que jogadores da NBA não podiam disputar competições internacionais por seus países.

Ao longo da carreira, passou por clubes no Brasil e no exterior e acumulou reconhecimentos internacionais, incluindo entradas nos Halls da Fama da Fiba e do basquete dos Estados Unidos.

A despedida será restrita à família, conforme informou a assessoria. Nas redes sociais, o filho Felipe Schmidt prestou homenagem ao pai e destacou o legado deixado dentro e fora das quadras. Confira:

SAIBA MAIS:
Comoção, homenagens e aplausos na despedida de Titina Medeiros



Confira o conteúdo original aqui!

Mais artigos

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Últimos artigos