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A atemoia consolidou-se como um item frequente nos hortifrutis brasileiros, impulsionada por polos produtivos no Sudeste que garantem oferta quase o ano todo. Unindo o doce da pinha à resistência da cherimoia, a fruta híbrida ganha força pelo sabor e maior durabilidade nas prateleiras.
O que exatamente é a atemoia e como ela surgiu?
Ela é um híbrido, ou seja, uma fruta criada a partir do cruzamento entre duas espécies: a pinha (também chamada de fruta-do-conde) e a cherimoia. O objetivo do cruzamento, feito inicialmente nos Estados Unidos em 1908, era unir a doçura e produtividade da pinha com a resistência ao frio e o sabor diferenciado da cherimoia, uma fruta típica da região dos Andes.
Qual é a principal diferença entre a atemoia e a fruta-do-conde?
Visualmente, a atemoia tem a superfície mais lisa e uniforme, enquanto a pinha possui gomos bem saltados que se abrem quando ela madura. No paladar, a atemoia é mais firme, tem menos sementes e equilibra o açúcar com uma leve acidez. Para o comércio, a grande vantagem é que ela resiste melhor ao transporte e demora mais para estragar, reduzindo o desperdício no mercado.
Onde a fruta é produzida no Brasil?
A produção brasileira está concentrada principalmente na região Sudeste. O estado de São Paulo é a maior referência técnica, com polos em cidades como Jarinu, Atibaia e Pilar do Sul. Minas Gerais também é um produtor de peso, especialmente os municípios de Turvolândia e Jaíba. Essa diversidade de regiões, com climas variados, permite que a fruta chegue ao consumidor durante quase todos os meses do ano.
A atemoia é nutritiva ou exige algum cuidado no consumo?
Sim, ela é rica em vitamina C, potássio e fibras, sendo uma boa fonte de energia. No entanto, por ter um alto índice de carboidratos, quem precisa controlar a glicemia deve consumi-la com moderação para evitar picos de açúcar no sangue. Um detalhe fundamental: as sementes nunca devem ser mastigadas ou ingeridas, pois possuem compostos que podem fazer mal à saúde.
Como está o mercado de exportação dessa fruta?
Embora o Brasil já tenha exportado cerca de 1.300 toneladas em 2025 para países como Canadá, Reino Unido e Estados Unidos, o volume enviado para fora ainda é pequeno se comparado ao sucesso que a fruta faz no mercado interno. A prioridade atual dos produtores continua sendo o abastecimento das gôndolas nacionais, onde a demanda e o consumo seguem em plena expansão.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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