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A Polícia Civil de Santa Catarina realizou a maior apreensão de criptomoedas autocustodiadas já registrada pela corporação, com a recuperação de cerca de R$ 368 mil em ativos digitais em Florianópolis. A operação, iniciada em junho, integra uma investigação que apura o desvio de aproximadamente R$ 9 milhões de uma empresa catarinense por um de seus sócios.
Segundo a Polícia Civil, a apuração começou há cerca de três meses e aponta que o investigado teria realizado desvios sistemáticos de recursos ao longo de vários anos. Os valores eram, inicialmente, transferidos para uma empresa registrada em nome da esposa e, depois, direcionados para contas ligadas ao próprio suspeito, em uma suposta tentativa de ocultar a origem do dinheiro.
A ação foi conduzida pela Delegacia de Combate a Estelionatos, com apoio da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática. Durante o cumprimento dos mandados de busca, os policiais localizaram aproximadamente 72 mil dólares em criptoativos vinculados ao casal, o que corresponde a cerca de R$ 368 mil na cotação atual.
O rastreamento das criptomoedas contou com apoio da empresa especializada Chainálisepor meio das plataformas Reator e Digitalização de carteirausadas em investigações com ativos digitais em diversos países. Além da apreensão dos criptoativos, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias dos investigados e da empresa supostamente utilizada no esquema, até o limite de R$ 9 milhões, assim como a apreensão de imóveis, joias, relógios e artigos de grife.
Os passaportes do casal foram retidos, e o sócio investigado foi afastado cautelarmente da administração da empresa. De acordo com a Polícia Civil, os envolvidos poderão responder pelos crimes de estelionato majorado e lavagem de dinheiro.
