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PF mira desvios na saúde no RN; prefeito de Mossoró entre alvos

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A Polícia Federal (PF), em ação conjunta com a Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou, na manhã desta terça-feira (27), uma operação destinada a desarticular um suposto esquema criminoso de desvio de recursos públicos e fraudes em procedimentos licitatórios na área da saúde no Rio Grande do Norte. Entre os alvos dos mandados está o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), cuja gestão já vinha sendo alvo de denúncias de irregularidades.

Ao todo, foram cumpridos 35 mandados de busca e apreensão, além da adoção de medidas cautelares e patrimoniais autorizadas pela Justiça Federal, em diferentes cidades do estado. As diligências incluem o cumprimento de ordens judiciais em endereços ligados ao prefeito Allyson Bezerra e a atuação de equipes da Polícia Federal em municípios como Mossoró, Natal, Paraú, São Miguel, Upanema, Serra do Mel, Pau dos Ferros e José da Penha.

Segundo as investigações, há indícios de irregularidades em contratos de fornecimento de insumos à rede pública de saúde, envolvendo empresas com sede no RN que atuavam junto a administrações municipais de diversos estados. Relatórios de auditorias da CGU apontam falhas na execução contratual, como indícios de não entrega de materiais, fornecimento inadequado e sobrepreço nos produtos adquiridos.

A PF informou que os investigados poderão responder por crimes relacionados a desvios de recursos públicos e fraudes em contratações administrativas, em apurações que ainda se encontram em fase de aprofundamento e coleta de provas.

Allyson Bezerra já vinha sendo alvo de denúncias

Ao longo dos últimos anos, a gestão de Allyson Bezerra foi alvo de denúncias públicas e de apurações conduzidas por órgãos de controle, especialmente o Ministério Público.

Em 2025, um empresário de Mossoró relatou ao Ministério Público suposta cobrança de propina em contratos públicos, mencionando percentuais que teriam sido desviados de obras e serviços municipais, com a citação de pagamentos de até 4% a intermediários e, segundo a acusação, ao próprio prefeito. As denúncias foram objeto de procedimentos judiciais e de debate público, envolvendo decisões sobre a divulgação de áudios com tais alegações e os limites da liberdade de imprensa.

Procedimentos instaurados por órgãos de controle também apontaram suspeitas de direcionamento em licitações e de subcontratações irregulares de obras e serviços, com investigações e análises em diferentes estágios no Ministério Público Estadual e Federal.

Além disso, pedidos de apuração formal já geraram controvérsias na Câmara Municipal de Mossoró e na Justiça local, com discussões sobre competência investigativa, prerrogativa de foro e a atuação das instituições de controle diante das denúncias envolvendo o chefe do Executivo municipal.

Até o fechamento desta edição, a Prefeitura de Mossoró não havia divulgado posicionamento oficial sobre a operação da Polícia Federal ou sobre as suspeitas apontadas. A Agência Saiba Mais segue acompanhando o caso e apurando desdobramentos junto aos órgãos de controle e à Justiça.

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