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A crise política na Câmara Municipal de Ouro Branco–RN ganha novos contornos com a comparação entre passado e presente do atual presidente interino, José Nogueira do Nascimento Júnior
Registros anteriores revelam um contexto completamente distinto: quando integrava a base governista, Júnior Nogueira mantinha uma relação aberta com o público no plenário, onde manifestações como aplausos eram comuns — inclusive direcionadas a ele. À época, segundo relatos até sua própria esposa participava ativamente dessas manifestações dentro da Câmara. Hoje, já na presidência e alinhado à oposição, o cenário é outro e a mudança de postura chama atenção (veja no vídeo abaixo).
Relatos recentes apontam que cidadãos estão sendo impedidos de se manifestar, chegando ao ponto de expulsão por simples aplausos. Para críticos, a mudança escancara falta de coerência, além de uma postura considerada autoritária e seletiva.(veja no vídeo abaixo).
A tensão chegou ao ápice quando o vereador Paulo Dantas decidiu abandonar a sessão em protesto contra as atitudes do presidente interino. Segundo ele, o legislativo nunca havia tratado a população dessa forma e reforçou que a Câmara deve ser, acima de tudo, a casa do povo.
As contradições vão além. O mesmo vereador que no passado fazia duras acusações contra a ex-prefeita Fátima Silva, hoje atua ao seu lado politicamente, em uma reconfiguração que levanta questionamentos entre eleitores.
Outro episódio que intensificou a polêmica foi a convocação em caráter de urgência de um suplente de vereador para assumir vaga na Câmara. Segundo informações locais, o nome citado responde a um processo que tramita sob segredo de justiça na comarca de Caicó. A movimentação foi interpretada por opositores como uma estratégia para garantir maioria política dentro do legislativo.
Na primeira sessão após a posse, o voto do suplente foi decisivo para a aprovação das contas de 2015 da ex-prefeita Fátima Silva — mesmo diante de parecer técnico contrário do Tribunal de Contas do Estado (TCE), órgão que o próprio Júnior Nogueira já classificou, em outras ocasiões, como referência incontestável.
A sequência de decisões e mudanças de postura reforça o debate na cidade: o legislativo ainda segue princípios técnicos e democráticos ou passou a operar sob conveniências políticas?
Entre aplausos proibidos, alianças improváveis e decisões controversas, cresce a percepção de que a Câmara de Ouro Branco vive um dos momentos mais tensos de sua história recente.
