20.7 C
Ouro Branco

Oposição instaura “ditadura”? Contradições e decisões polêmicas marcam gestão de Júnior Nogueira na Câmara de Ouro Branco

Anúncios

Getting your Trinity Audio player ready...

A crise política na Câmara Municipal de Ouro Branco–RN ganha novos contornos com a comparação entre passado e presente do atual presidente interino, José Nogueira do Nascimento Júnior

Registros anteriores revelam um contexto completamente distinto: quando integrava a base governista, Júnior Nogueira mantinha uma relação aberta com o público no plenário, onde manifestações como aplausos eram comuns — inclusive direcionadas a ele. À época, segundo relatos até sua própria esposa participava ativamente dessas manifestações dentro da Câmara. Hoje, já na presidência e alinhado à oposição, o cenário é outro e a mudança de postura chama atenção (veja no vídeo abaixo).

Relatos recentes apontam que cidadãos estão sendo impedidos de se manifestar, chegando ao ponto de expulsão por simples aplausos. Para críticos, a mudança escancara falta de coerência, além de uma postura considerada autoritária e seletiva.(veja no vídeo abaixo).

A tensão chegou ao ápice quando o vereador Paulo Dantas decidiu abandonar a sessão em protesto contra as atitudes do presidente interino. Segundo ele, o legislativo nunca havia tratado a população dessa forma e reforçou que a Câmara deve ser, acima de tudo, a casa do povo.

As contradições vão além. O mesmo vereador que no passado fazia duras acusações contra a ex-prefeita Fátima Silva, hoje atua ao seu lado politicamente, em uma reconfiguração que levanta questionamentos entre eleitores.

Outro episódio que intensificou a polêmica foi a convocação em caráter de urgência de um suplente de vereador para assumir vaga na Câmara. Segundo informações locais, o nome citado responde a um processo que tramita sob segredo de justiça na comarca de Caicó. A movimentação foi interpretada por opositores como uma estratégia para garantir maioria política dentro do legislativo.

Na primeira sessão após a posse, o voto do suplente foi decisivo para a aprovação das contas de 2015 da ex-prefeita Fátima Silva — mesmo diante de parecer técnico contrário do Tribunal de Contas do Estado (TCE), órgão que o próprio Júnior Nogueira já classificou, em outras ocasiões, como referência incontestável.

A sequência de decisões e mudanças de postura reforça o debate na cidade: o legislativo ainda segue princípios técnicos e democráticos ou passou a operar sob conveniências políticas?

Entre aplausos proibidos, alianças improváveis e decisões controversas, cresce a percepção de que a Câmara de Ouro Branco vive um dos momentos mais tensos de sua história recente.

Mais artigos

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Últimos artigos