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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) disse que o futuro do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), é a cadeia durante manifestação na avenida Paulista realizada neste domingo (1º). “O destino do Alexandre de Moraes não é impeachment, não. O destino do Alexandre de Moraes é cadeia”, afirmou Nikolas, que convocou o ato com o mote “Fora, Lula, Moraes e Toffoli”.
Ele também chamou o ministro de “pateta”, disse “como sou crente, não posso xingar”, mas, em seguida, chamou o ministro de panaca. Por fim, puxou um coro de “fora, Toffoli”.
Em um discurso inflamado contra Moraes, o pastor Silas Malafaia chamou o ministro de ditador e o acusou de corrupção no caso do Banco Master, afirmando que a mulher do magistrado teve um contrato com o banco.
Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro se reuniram, neste domingo (1º), na avenida Paulista, em São Paulo, em uma manifestação que teve, entre os alvos de críticas, os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), em especial Moraes e Toffoli. O motivo é a ligação de ambos os ministros com o caso Master, que provocou uma crise na corte.
Uma faixa foi disposta na entrada do parque Trianon chamando o STF de “Supremo Tirano Federal”. Em frente ao Masp, foi posicionado um boneco inflável de Bolsonaro com uma mordaça na boca, na qual aparece escrito “falem por mim”. O ex-mandatário está preso na Papudinha, em Brasília, por tentativa de golpe de Estado.
A manifestação, porém, teve forte tom eleitoral em apoio à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência. Ele também esteve na avenida Paulista e fez críticas ao STF. Sem citar nominalmente nenhum ministro, Flávio disse ser favorável ao impeachment “de qualquer ministro do Supremo que descumprir a lei”.
“Nosso alvo nunca foi o Supremo, que é fundamental para a democracia, mas estão destruindo a democracia”, disse ele, acrescentando ser necessário formar maioria no Senado para conseguir o impeachment de ministros do STF.
Ex-dono do Master, Daniel Vorcaro é suspeito de fraudar o sistema financeiro nacional. O ministro Dias Toffoli deixou a relatoria da investigação sobre o caso neste mês. Toffoli foi citado no relatório da Polícia Federal, no contexto de uma troca de mensagens entre o banqueiro e seu cunhado, Fabiano Zettel.
Eles discutiam pagamentos para a empresa Maridt, que tinha Toffoli como um dos sócios. Em 2021, essa empresa vendeu cotas de um resort para um fundo de investimentos ligado a Zettel.
Em paralelo, o escritório de advocacia da mulher do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, firmou um contrato com o Master, prevendo o pagamento de R$ 3,6 milhões por mês, durante três anos.
O Monitor do Debate Político da USP e a ONG More in Common estimaram a presença de 20,4 mil pessoas na manifestação em seu horário de pico, por volta das 15h53. A margem de erro é de 12%, o que significa que o público foi de 18 mil a 22,9 mil pessoas.
Segundo a contagem, feita a partir de fotos aéreas analisadas com um software de inteligência artificial, a manifestação teve menos da metade do público do ato pró-anistia de 7 de setembro de 2025 –na ocasião, foram contabilizadas 42,4 mil pessoas no momento de pico.
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