Não se retrate. Se trate que é melhor

Anúncios

Getting your Trinity Audio player ready...

A campanha eleitoral acabou há uma semana e chegou a hora de ensarilhar as armas e refletir sobre as lições que a vitória e a derrota nos ensinaram, sob pena de repetirmos os mesmos erros na próxima campanha daqui a dois anos.

Um outro dia, não faz muito tempo, o Brasil e o mundo enfrentavam a terrível pandemia da Covid e ninguém sabia, ao certo, para onde ir e o que fazer naquela hora de aperreio planetário.

Nessas horas de caos, a história é pródiga de exemplos. Surgem sempre profetas do apocalipse anunciando o fim do mundo e semeando o temor entre os mais incautos. E o que aparece de maluco mandando o povo no rumo do abismo não é fácil!…

A regra é milenar: em meio ao CDB (como diria o lendário narrador José Ari, da TV-Universitária) natural desses momentos de hecatombe, é preciso manter a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranquilo (até quando de ter) para ouvir a voz da razão em meio ao alarido geral.

No caos da pandemia, pelo menos no Brasil, foi difícil se fazer ouvir a voz da ciência, porque os vendilhões do templo e os charlatões de porta de quartel, estimulados por um grupo que desconhecia a importância da ciência, mandavam e comandavam as inações e indecisões do desgoverno.

Para não esquecer, o próprio presidente da República dizia que a Covid não passava de uma gripezinha e, achando pouco, zombava de forma grosseira e perversa do sofrimento dos contaminados pela falta de ar e, negando o valor da ciência, estimulava o povo a tomar um placebo que não servia de nada.

Achou pouco e fechou as portas para os cientistas, enquanto escancarava as porteiras do governo para comprar de pastores, soldados de polícia até gente família do presidente (sempre em vantajosas condições para os negociadores) vacinas que simplesmente não existiam.

Gastou bilhões de reais do nosso dinheiro com a fábrica de seu Exército para produzir remédio que não funcionava, mandou o povo romper o isolamento para se arriscar nas ruas e no trabalho, enquanto ele se escondia no Palácio do Planalto, protegido pelo seu séquito de fanáticos irresponsáveis (para não dizer criminosos).

O tempo provou que o tenente presidente errou feio e o custo de sua ignorância, mais de 700 mil vidas perdidas, jamais será esquecido por quem teve alguém que amava morto pela Covid e ainda teve que sofrer com ele zombando da nossa dor e quem tem memória e consciência cívica.

Passados quatro anos, por pouco o filme não se repete.

A força do povo brasileiro foi maior do que a enganação deles e o que temos agora, é um grupo de malucos envergonhados pela derrota e pela frustração, após a fuga às escondidas de seu líder para os Estados Unidos em um luxuoso jatinho particular, agredindo as pessoas e proclamando vingança cega por causa da derrota de seu candidato.

Não bastasse a derrota em si, ainda tem aquele irresponsável deputado de chupetinha na boca espalhando mentiras e semeando o ódio pelas redes sociais com o claro intuito de promover o caos e prejudicar o povo brasileiro.

Desmoralizado em sua terra, onde Lula virou a eleição com os votos dos trabalhadores, dos jovens e dos idosos, o Chucky das Alterosas agora prega boicote e perseguição dos empresários aos consumidores e trabalhadores que, supostamente, votaram em Lula, como faziam os nazistas comandados por Hitler.

O detalhe que não posse passar em branco é o fato de que Micolas Ferreira ganha milhões de reais como deputado, vive pra cima e pra baixo no jatinho de Vorcaro e passa o dia nas redes sociais dando corda para os outros se enforcarem. Lembrete essencial: ele ficará sempre de boa, gozando da imunidade parlamentar e você é quem se f…

Que o diga o Negão do Hotdog, em Natal; o policial da pizzaria em João Pessoa, a influencer que humilhou o menino autista que vendia chicletes, em Fortaleza, a médica exposa do reitor da universidade privada do Juazeiro do Norte e a ex-política paraibana de Patos, que foram às redes agredir supostos petistas e se arrependeram (da boca pra fora) da m… que fizeram.

Esses bem que tentam limpar sua barra, mas nem sempre funciona um pedido de retratação da boca pra fora. Antes de se retratar pelo que disseram ou fizeram, essa gente precisa mesmo é se tratar do estado de loucura em que saíram dessa campanha eleitoral.

Porque quem não se tratou, não pode se retratar, que etimologicamente, significa tratar de novo. É simples assim. Até porque cada um é responsável pelo que faz e pelo que diz. E cada um só dá o que é. O resto é tertúlia flácida para bovino dormitar. Entendeu ou quer que desenhe?…

Confira o conteúdo original aqui!

Mais artigos

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Últimos artigos