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Ministra de Lula, Anielle Franco faz defesa de Brisa Bracchi

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Ministra da Igualdade Racial do governo Lula, Anielle Franco saiu em defesa do mandato da vereadora Brisa Bracchi (PT), alvo de um processo que pede a cassação de seu mandato na Câmara Municipal de Natal (CMN). Anielle também é irmã de Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro assassinada em 2018.

“Qualquer tentativa de calar ou diminuir uma mulher deve ser combatida por toda a sociedade. Os casos não são isolados e não devem ser tratados como tal. Esse mesmo sistema que tenta nos oprimir politicamente é o mesmo que tira nossas vidas, violenta nossas crianças e jovens e nos descredibiliza enquanto autoridade”afirmou Anielle Franco em publicação no Instagram, nesta segunda-feira (2).

“Não iremos nos calar, pelo contrário, vamos fortalecer a luta a favor da ocupação e permanência das mulheres em todos os espaços. A vereadora Brisa Bracchi (PT-RN) não é a primeira e, infelizmente, não será a última. Mas ela não está sozinha nessa luta, seguimos juntas e fortalecidas por um país mais justo e igualitário”, continuou a ministra.

A manifestação de apoio ocorreu no mesmo dia em que Brisa foi oficialmente intimada sobre a reabertura da fase de instrução do seu processo. A medida atende a uma decisão do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN), que determinou que a parlamentar seja ouvida antes da conclusão do procedimento na Comissão Especial Processante.

Outras figuras públicas do campo da esquerda também saíram em defesa de Brisa nesta segunda, como a deputada estadual por Pernambuco, Rosa Amorim (PT-PE), que é militante do MST, o historiador e influenciador comunista Jones Manoel, a vereadora de Caxias do Sul, Estela Balardin (PT-RS) e a deputada federal paranaense Carol Dartora (PT-PR).

Brisa será ouvida

De acordo com a intimação, assinada pela presidente da Comissão Especial Processante, vereadora Samanda Alves (PT), Brisa deverá prestar depoimento pessoal na próxima quinta-feira (5), às 17h, na sala de reuniões da Presidência da Câmara Municipal.

A reabertura da fase de instrução e a marcação do depoimento da vereadora para o dia 5 poderá levar a um novo arquivamento do caso, uma vez que o prazo de 90 dias para a conclusão do processo, segundo a defesa da parlamentar, se encerrara na próxima quarta-feira (4), conforme previsto no Decreto-Lei nº 201/1967.

A presidente da Comissão Especial Processante, no entanto, discorda da defesa de Brisa Bracchi. De acordo com Samanda Alves, o prazo se encerra no dia 5, na mesma data marcada para ouvir o depoimento da acusada.

Saiba Mais: Brisa é intimada para prestar depoimento em processo do caso “Rolé Vermelho”

“O processo começou em 5 de dezembro de 2025. O prazo de 90 dias termina no dia 5/3. Brisa foi intimada para ser ouvida no dia 5/3, em cumprimento à decisão judicial, que determinou que ela fosse citada em três dias e que todos os atos que envolvessem a defesa fossem convocados com 72h úteis de antecedência”, explicou a presidente do colegiado.

A Comissão Especial Processante, ainda segundo a intimação assinada pela presidente Samanda Alves, fixou prazo de 72 horas, contadas em dias úteis, para que a vereadora possa se manifestar ou praticar atos de defesa, adotando, segundo o texto, a “condição mais benéfica à denunciada”.

O processo tem como base denúncia feita pelo vereador Matheus Faustino (União), que acusou a petista de usar recursos de uma emenda parlamentar para promover um ato “político-partidário”.

Brisa destinou R$ 18 mil para o evento “Rolé Vermelho”, realizado no dia 9 de agosto de 2025. Um dia antes, em vídeo postado nas redes sociais, ela convidou o público para comemorar no evento a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Violência política de gênero

Na semana passada, Brisa apresentou uma denúncia contra Faustino por violência política de gênero. O documento deverá ser analisado na Comissão de Ética da Câmara Municipal de Natal. Ela diz que não se trata de revanchismo, mas de uma denúncia baseada em relatório técnico que aponta que Faustino já realizou mais de 94 publicações em redes sociais com exposição vexatória da imagem de Brisa, com o pretexto de oferecer críticas e acusações contra a líder da Oposição em Natal.

“Não é uma denúncia que pede instantaneamente a cassação do mandato, porque a gente, inclusive, sempre fez a crítica de que você fazer uma denúncia de imediato pedindo a cassação é ultrapassar uma fase do processo, que é primeiro encaminhamento para a Comissão de Ética. Quem tem que analisar se aquela denúncia cabe a abertura de um processo de cassação ou não, prioritariamente é a Comissão de Ética”, ressalta.

Saiba Mais: Brisa Bracchi denuncia Matheus Faustino por violência política de gênero

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