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Ouro Branco

Manobra política gera revolta e reforça rejeição ao grupo da oposição em Ouro Branco-RN

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A mais recente movimentação nos bastidores da política de Ouro Branco-RN tem provocado forte reação popular, especialmente entre filiados ao Partido dos Trabalhadores (PT) no município que estão sendo tachados de “Gato pingado”, pela oposição, ampliado a rejeição à ex-prefeita Fátima Silva, pré-candidata à eleição suplementar marcada para o dia 17 de maio de 2026

Nos bastidores, a ex-prefeita Fátima Silva, a “Doutora”, junto ao seu grupo, é apontada por lideranças locais como responsável por uma articulação considerada desleal que, na prática, assumiu o comando do Partido dos Trabalhadores em Ouro Branco para viabilizar sua candidatura na tentativa de retornar à prefeitura, reduzindo as opções do eleitorado ourobranquense e aniquilando a via alternativa.

Embora as federações partidárias sejam legalmente permitidas, nesse contexto a manobra vem sendo vista pela população como um jogo sujo nos bastidores da política local.

Segundo pessoas ouvidas pelo Portal OBNews, ao agir dessa forma, a “Doutora” teria ignorado os filiados da legenda no município e desrespeitado a eleição interna realizada em setembro de 2025, que escolheu o assessor parlamentar e pré-candidato a prefeito Zulamar Juarez como presidente do diretório local com mandato até setembro de 2029.

A manobra está sendo vista como um atropelo político, conduzido sem qualquer cerimônia, “Ela está agindo em nome de um projeto de pode, passou por cima das decisões partidárias e pelo visto vai passar por cima de tudo e de todos se for preciso, os que comemoram hoje podem ser os atropelados e pisoteados de amanhã” disse uma das fontes.

A repercussão entre a população é de insatisfação. Nas ruas, predomina a rejeição a práticas políticas consideradas sem escrúpulos, nas quais projetos de poder se sobrepõem aos compromissos coletivos. Enquanto isso, a avaliação de populares é de que apenas um grupo restrito — ligado a promessas de cargos e espaços — estaria comemorando essa aberração politica e moral nas redes sociais.

O episódio aprofunda o desgaste da classe política local e intensifica a rejeição à chamada política do “quanto pior, melhor” em Ouro Branco, em meio a uma eleição que já desponta como uma das mais tensas dos últimos anos. Nos bastidores e nas ruas, cresce a percepção de que o eleitor não costuma esquecer atitudes vistas como traição política — fator que pode pesar diretamente nas urnas.

Embora Zulamar não tenha sido oficialmente destituído, uma comissão provisória indicada pela ex-prefeita passou a assumir o controle efetivo da legenda, tendo como único objetivo indicar o nome dela como candidata pela federação na eleição suplementar.

E um recado já começa a ecoar: os políticos, principalmente os vereadores, precisam lembrar que voltarão a precisar dos votos do povo em 2028.

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