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Lula diz que Estado brasileiro vai derrotar crime organizado e cita caso Master

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente Luiz Inácio Lula a Silva (PT) se referiu às investigações em torno do caso Master como um momento histórico para o país e disse que o Estado brasileiro irá derrotar o crime organizado, durante cerimônia da posse de seu novo ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva.

“Depois da situação do Banco Central com o Banco Master, eu quero falar ao meu delegado da Polícia Federal, ao procurador-geral desse país. Falei ao presidente da Suprema Corte, estou falando ao ministro que hoje nós fizemos uma reunião para dizer o seguinte: nós vamos mostrar que o Estado brasileiro vai derrotar o crime organizado”, disse.

As falas foram feitas durante cerimônia que empossou o novo ministro, horas após uma reunião envolvendo ele, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes e o diretor da Receita, Robinson Barreirinhas, dias após o magistrado abrir uma investigação para apurar eventuais vazamentos no Fisco de informações sobre sua família relacionadas ao banco Master.

Na fala, Lula defendeu a autonomia das instituições para revelar e comandar a investigação de casos como esse.

“Quando a gente governa, a gente muitas vezes acha ruim que vocês tenham tanta autonomia, mas se vocês não tivessem autonomia, certamente as instituições não teriam a importância que tem, porque elas seriam facilmente cooptadas pelo poder político”, afirmou.

“É importante que vocês digam em alto e bom som: ‘Eu não pertenço a um presidente da República, ao presidente da Câmara, do Senado, sou uma instituição democrática do Estado brasileiro, pertenço ao povo brasileiro. É isso que dá a vocês a qualificação e a competência de a gente chegar pela primeira vez ao andar de cima da corrupção desse país.”

Após a posse, o novo ministro da Justiça disse que a prioridade de sua gestão será o combate ao crime organizado através do fortalecimento da tecnologia, recursos e, principalmente, de uma ação coordenada entre os órgãos de Estado.

O ministro enfatizou que buscará incentivos cooperativos com os entes da federação, tratando a segurança pública como uma “razão de Estado” que deve ignorar divergências partidárias entre governadores.

Na ocasião, o ministro aproveitou a oportunidade para dissipar o que chamou de “ruídos” sobre a reunião que aconteceu na manhã desta quinta-feira (15). Segundo ele, praticamente toda a reunião tratou sobre a sincronização de ações entre o Ministério Público, o Judiciário e o Executivo para aumentar a efetividade contra a criminalidade.

Ele esclareceu que temas como o Banco Master, fintechs e as indústrias de bebidas e cigarros foram mencionados como exemplos ilustrativos em debates sobre lavagem de dinheiro e crimes econômicos.

“Eu acho que o Estado brasileiro, se quer sobretudo invocar razões de estado no combate à criminalidade, ele também tem que ter coerência e ter uma atitude cooperativa com os estados federados, independentemente de cor partidária ou qualquer outra coisa”, disse.

A reunião de mais cedo, realizada no Palácio do Planalto, também teve a presença do ministro Fernando Haddad (Fazenda), do diretor do Banco Central, Gabriel Galípolo, do ministro-chefe da Secretaria de Comunicação, Sidônio Palmeira, do procurador-geral da República, Paulo Gonet, do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan.

Leia Também: Lula reúne STF, BC, PF e Receita para debater combate ao crime

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