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O senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), acusou publicamente, nesta quinta-feira (3 de setembro), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), de articularem uma medida ilegal contra ele em conjunto com o ministro Flávio Dino (STF). A publicação nas redes sociais, que não apresenta provas ou documentos que sustentem as alegações, busca associar a atual crise institucional da Suprema Corte a uma suposta estratégia para enfraquecer sua candidatura.
Em seu pronunciamento virtual, Flávio afirmou que Moraes e Alcolumbre teriam se reunido em Brasília na quarta-feira (2) para traçar uma ação de retaliação e desgaste político-eleitoral, agindo de forma recíproca às investidas do ministro André Mendonça. O senador não indicou qual seria a medida de caráter ilegal supostamente planejada pelas autoridades e usou a postagem para convocar seus apoiadores a participarem das manifestações de rua programadas para o dia 7 de setembro, na Avenida Paulista, em São Paulo.
O contexto de crise no Supremo Tribunal Federal
As declarações de Flávio ocorrem em meio ao agravamento das tensões internas no Supremo Tribunal Federal. O relator do caso Master, ministro André Mendonça, encaminhou à Procuradoria-Geral da República (PGR) e ao plenário um relatório da Polícia Federal com mensagens de texto extraídas do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro que sugerem que Moraes prestava orientações ao empresário antes de sua prisão em novembro de 2025.
Como reação, o ministro Alexandre de Moraes enviou nesta quinta-feira ao presidente do tribunal, Edson Fachin, relatórios de inteligência da PF apontando o que classificou como “fortes indícios” de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade na conduta funcional de André Mendonça.
Clima tenso no plenário do Senado e o caso “Dark Horse”
A investida de Flávio Bolsonaro também ocorre um dia após um embate em plenário com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Cobrado de forma pública por Flávio para pautar medidas de reação do Legislativo contra decisões de Alexandre de Moraes, Alcolumbre rebateu o senador potiguar citando o episódio envolvendo as negociações do filme “Dark Horse” (projeto de cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro), no qual o candidato do PL teria buscado financiamento milionário junto ao ex-banqueiro do Master.
“Apenas um comentário, no momento adequado eu vou falar: todo mundo esqueceu que pediram R$ 130 milhões para a mesma pessoa para fazer um filme. E agora o culpado só é o ministro Alexandre de Moraes”, declarou Alcolumbre no plenário da Casa, defendendo que a corte não pode ser o único alvo de acusações diante de conexões estabelecidas por aliados políticos com o banqueiro sob investigação da Polícia Federal.
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