|
Getting your Trinity Audio player ready...
|
Em julho de 2026, a produção industrial nacional variou 0,2% frente ao mês anterior, na série com ajuste sazonal, com oito dos quinze locais pesquisados apresentando resultados positivos.
Os avanços mais acentuados ocorreram no Amazonas (14,6%), Espírito Santo (2,0%), Rio Grande do Sul (1,2%) e Goiás (0,8%). Rio de Janeiro registrou variação nula (0,0%). Já Mato Grosso (-9,0%), Pará (-4,5%), Ceará (-1,8%), Pernambuco (-1,8%) e Paraná (-1,7%) tiveram as quedas mais intensas.
A média móvel trimestral foi de -0,8%, com resultados negativos em doze dos quinze locais pesquisados. Os recuos mais acentuados foram registrados por Mato Grosso (-3,6%), Pará (-2,4%), Bahia (-2,0%) e São Paulo (-1,0%). Por outro lado, Rio Grande do Sul (1,1%) e Amazonas (0,8%) mostraram os avanços mais elevados em julho de 2026.
Frente a julho de 2025, na série sem ajuste sazonal, a indústria recuou 0,5% em julho de 2026, com 11 dos 18 locais pesquisados apontando redução na produção. As quedas mais intensas foram registradas no Pará (-8,9%) e Maranhão (-6,3%).
No acumulado dos últimos 12 meses, o setor industrial avançou 0,6%, com taxas positivas em sete dos 18 locais pesquisados.
| Indicadores Conjunturais da Indústria Resulados Regionais Julho de 2026 |
||||
|---|---|---|---|---|
| Locais | Variação (%) | |||
| Julho 2026/ Junho 2026* |
Julho 2026/ Julho 2025 |
Acumulada Janeiro-Julho |
Acumulada em 12 Meses | |
| Amazonas | 14,6 | 2,8 | -2,9 | -1,9 |
| Pará | -4,5 | -8,9 | -2,8 | -3,3 |
| Região Nordeste | -0,7 | -4,1 | -0,1 | 0,1 |
| Maranhão | – | -6,3 | -6,2 | -6,0 |
| Ceará | -1,8 | -4,4 | -3,2 | -2,1 |
| Rio Grande do Norte | – | -4,5 | -12,4 | -8,1 |
| Pernambuco | -1,8 | 1,2 | 16,5 | 10,0 |
| Bahia | 0,4 | -4,3 | -4,9 | -2,9 |
| Minas Gerais | 0,3 | 0,0 | 0,7 | 0,9 |
| Espírito Santo | 2,0 | 12,8 | 19,3 | 20,1 |
| Rio de Janeiro | 0,0 | 3,3 | 6,8 | 6,6 |
| São Paulo | 0,5 | -2,7 | -1,1 | -2,1 |
| Paraná | -1,7 | -2,3 | -0,9 | -1,4 |
| Santa Catarina | 0,7 | -0,7 | -1,4 | -0,7 |
| Rio Grande do Sul | 1,2 | 7,0 | 3,7 | 3,6 |
| Mato Grosso do Sul | – | -3,5 | 3,8 | -5,0 |
| Mato Grosso | -9,0 | -3,0 | 2,9 | -1,8 |
| Goiás | 0,8 | 2,7 | 2,6 | 3,3 |
| Brasil | 0,2 | -0,5 | 1,1 | 0,6 |
| Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Estatísticas Conjunturais em Empresas *Série com Ajuste Sazonal |
||||
Oito dos quinze locais pesquisados mostraram resultados positivos em julho frente a junho, na série com ajuste sazonal. Amazonas (14,6%) registrou o avanço mais acentuado do mês, com expansão de dois dígitos, impulsionado, em grande parte, pelo retorno à produção de unidades produtivas que haviam paralisado por conta da concessão de férias coletivas em junho de 2026. O crescimento observado em julho no Amazonas foi o mais intenso desde julho de 2020 (15,1%) e eliminou a queda de 12,5% verificada no mês passado. Espírito Santo (2,0%), Rio Grande do Sul (1,2%), Goiás (0,8%), Santa Catarina (0,7%), São Paulo (0,5%), Bahia (0,4%) e Minas Gerais (0,3%) completaram o conjunto de locais com taxas positivas em julho de 2026. Rio de Janeiro teve variação nula (0,0%, repetindo o patamar de produção de junho de 2026.
Por outro lado, Mato Grosso (-9,0%) e Pará (-4,5%) apontaram as reduções mais acentuadas, com o primeiro eliminando o avanço de 1,1% observado no mês anterior; e o segundo completando o quarto mês consecutivo de queda na produção, período em que acumulou perda de 12,8%. Ceará (-1,8%), Pernambuco (-1,8%), Paraná (-1,7%) e Região Nordeste (-0,7%) também mostraram resultados negativos em julho de 2026.
Ainda na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral para o total da indústria mostrou queda de 0,8% no trimestre encerrado em julho de 2026 frente ao nível do mês anterior e intensificou a perda de 0,5% verificada em junho último, quando interrompeu a trajetória ascendente iniciada em janeiro de 2026.
Em termos regionais, 12 dos 15 locais pesquisados apontaram taxas negativas neste mês. Os recuos mais acentuados foram registrados por Mato Grosso (-3,6%), Pará (-2,4%), Bahia (-2,0%) e São Paulo (-1,0%). Por outro lado, Rio Grande do Sul (1,1%) e Amazonas (0,8%) assinalaram os avanços em julho de 2026.
Na comparação com janeiro de 2025, o setor industrial assinalou recuo de 0,5% em julho de 2026, com onze dos dezoito locais pesquisados apontando redução na produção. Vale citar que julho de 2026 (23 dias) teve o mesmo número de dias úteis que igual mês do ano anterior (23).
Pará (-8,9%) e Maranhão (-6,3%) registraram as quedas mais acentuadas neste mês, pressionadas, principalmente, pelo comportamento negativo observado nas atividades de indústrias extrativas (minérios de ferro e de manganês – ambos em bruto ou beneficiados), no primeiro local; e de produtos alimentícios (pães, bolos, doces e outros produtos similares produzidos em padarias e confeitarias, carnes de bovinos frescas, refrigeradas ou congeladas, sobremesas prontas para consumo e arroz) e indústrias extrativas (gás natural e minérios de ferro pelotizados ou sinterizados), no segundo.
Rio Grande do Norte (-4,5%), Ceará (-4,4%), Bahia (-4,3%), Região Nordeste (-4,1%), Mato Grosso do Sul (-3,5%), Mato Grosso (-3,0%), São Paulo (-2,7%), Paraná (-2,3%) e Santa Catarina (-0,7%) completaram o conjunto de locais com recuo na produção no índice interanual de julho de 2026. Minas Gerais, ao mostrar variação nula (0,0%) neste mês, repetiu o patamar de produção de julho de 2025.
Por outro lado, Espírito Santo (12,8%) e Rio Grande do Sul (7,0%) assinalaram os avanços mais elevados em julho de 2026, impulsionados, em grande parte, pelas atividades de indústrias extrativas (minérios de ferro pelotizados ou sinterizados, óleos brutos de petróleo e gás natural), no primeiro local; e de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (óleo diesel e gasolina automotiva), produtos do fumo (cigarros e folhas de fumo processadas), máquinas e equipamentos (retroescavadeiras e ferramentas hidráulicas de motor não elétrico de uso manual), produtos alimentícios (carnes e miudezas de aves congeladas, tortas, bagaços e farelos da extração do óleo de soja, carnes de suínos e de bovinos frescas ou refrigeradas e rações) e produtos de metal (partes, peças e acessórios para armas de fogo, guarnições, ferragens e artefatos semelhantes para móveis, esquadrias de alumínio, construções pré-fabricadas de metal, latas de alumínio para embalagem, alicates e telhas metálicas), no segundo.
Rio de Janeiro (3,3%), Amazonas (2,8%), Goiás (2,7%) e Pernambuco (1,2%) registraram os demais resultados positivos no índice interanual de julho de 2026.
No confronto do resultado do primeiro quadrimestre do ano com o do período maio-julho de 2026, ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior, 11 dos 18 locais pesquisados mostraram perda de dinamismo, acompanhando, assim, o movimento observado no total nacional, que passou de 1,7% para 0,4%.
Em termos regionais, Pernambuco (de 26,5% para 6,0%), Espírito Santo (de 25,5% para 12,4%), Mato Grosso do Sul (de 7,4% para 0,0%), Pará (de 0,4% para -6,2%), Região Nordeste (de 2,1% para -2,8%), Maranhão (de -4,3% para -8,6%), Rio de Janeiro (de 8,0% para 5,3%), Minas Gerais (de 2,0% para -0,7%) e Mato Grosso (de 4,1% para 1,6%) apontaram as reduções mais acentuadas, enquanto Rio Grande do Norte (de -17,9% para -5,1%), Rio Grande do Sul (de 2,5% para 5,1%), Ceará (de -4,4% para -1,8%) e Santa Catarina (de -2,5% para 0,0%) assinalaram os principais ganhos entre os dois períodos.
O acumulado nos últimos 12 meses, ao avançar 0,6% em julho de 2026, permaneceu com resultado positivo, mas registrou ligeira perda de ritmo frente ao índice de junho de 2026 (0,7%). Em termos regionais, sete dos dezoito locais pesquisados registraram taxas positivas em julho de 2026, mas onze apontaram menor dinamismo frente aos índices de junho último. Rio de Janeiro (de 7,2% para 6,6%), Região Nordeste (de 0,6% para 0,1%), Ceará (de -1,7% para -2,1%), Pará (de -2,9% para -3,3%), Pernambuco (de 10,4% para 10,0%), Bahia (de -2,5% para -2,9%), Maranhão (de -5,6% para -6,0%) e Santa Catarina (de -0,4% para -0,7%) assinalaram as perdas mais acentuadas entre junho e julho de 2026, enquanto Rio Grande do Norte (de -9,8% para -8,1%), Mato Grosso (de -2,9% para –1,8%), Rio Grande do Sul (de 2,8% para 3,6%) e Mato Grosso do Sul (de -5,7% para -5,0%) mostraram os principais ganhos entre os dois períodos.
Saiba mais sobre a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física – Divulgação Regional – PIM-PF
O que é o PIM-PF?
Séries Históricas
Tabelas
Publicações
