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A deputada federal e candidata à reeleição, Natália Bonavides (PT-RN), denunciou publicamente ter sido alvo de ameaças de estupro e esquartejamento recebidas por meios digitais. De acordo com a nota oficial publicada pela parlamentar, a mensagem continha descrições de atos violentos e trazia anexados CPFs, endereços residenciais e dados privados de familiares e de pessoas próximas à sua rotina. As provas materiais foram entregues às autoridades competentes para a abertura de investigação e identificação dos responsáveis.
Em seu posicionamento, Natália Bonavides classificou o episódio como um caso de violência política de gênero motivado por machismo e por perseguição ideológica, com o objetivo de afastar mulheres de posições de poder. A deputada relembrou que não se trata de uma ocorrência isolada em sua carreira. Em 2024, a parlamentar potiguar já havia recebido uma ameaça de morte que mencionava que ela seria levada a um canavial, além de ter sido alvo de declarações públicas que sugeriam “metralhá-la”. Ela também relatou ter sido alvo de atos de intimidação e ofensas verbais por parte de um candidato do PL durante atividades de rua nesta semana.
Posição do mandato e continuidade da campanha
Apesar das ameaças e do vazamento de dados privados, a deputada federal asseverou que manterá de forma ininterrupta sua agenda de trabalho legislativo em Brasília e as atividades eleitorais no Rio Grande do Norte. De acordo com a parlamentar, as tentativas de intimidação visam provocar medo para esvaziar a participação feminina nos espaços de decisão, e que sua resposta será continuar atuando com coragem nos canais políticos institucionais.
Manifestações de solidariedade na classe política
A divulgação das ameaças motivou reações de repúdio e mensagens de apoio de lideranças políticas do estado potiguar. O ex-deputado federal Rafael Motta (PDT) manifestou solidariedade a Natália e à sua família, declarando ser inaceitável a normalização de ameaças contra mulheres pelo exercício do direito de participar da vida pública.
O deputado federal Fernando Mineiro (PT) também enviou uma mensagem de apoio público, solidarizando-se com a colega de bancada e com outras companheiras de partido que têm sido vítimas sistemáticas de perseguições e crimes políticos no estado.
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