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Crédito, Imagens Getty
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- Autor, Alastair Telfer
- Papel, BBC Esporte
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Publicado
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Tempo de leitura: 4 min
A EFA afirma ter apresentado uma queixa ao organismo que rege o futebol mundial e deseja uma investigação sobre o “duplo critério” da arbitragem durante o jogo disputado em Atlanta, nos Estados Unidos.
O Egito vencia o jogo por 1 x 0 no segundo tempo quando o VAR anulou um gol de Mostafa Zico, marcando uma falta do meio-campista egípcio Marwan Attia por um pisão no pé do argentino Lisandro Martínez, no início da jogada.
O Egito também acredita que Mohamed Salah sofreu falta na grande área da Argentina, segundos antes do terceiro gol que determinou a virada dos atuais campeões do mundo por 3 x 2.
Crédito, AFP via Getty Images
A declaração da EFA diz o seguinte: “Hany Abou Rida, presidente da Federação Egípcia de Futebol, apresentou queixa à Fifa, exigindo uma investigação sobre o árbitro francês François Letexier, após os sérios erros cometidos pela equipe de arbitragem e pelo duplo critério, que levou a seleção do Egito a perder a partida e ser desclassificada da Copa do Mundo.”
A EFA pediu uma investigação da equipe de arbitragem de campo e dos árbitros de vídeo, devido ao que considera “erros flagrantes e insistência em não revisar parte das imagens”.
O órgão “exigiu a exclusão do árbitro e de toda a equipe da Copa do Mundo, após a investigação desses erros”, alegando “crime de discriminação contra a seleção nacional egípcia”.
O Egito nunca chegou às quartas de final da Copa do Mundo.
O capitão da Argentina, Lionel Messi (que pode estar disputando sua última Copa do Mundo), deu o passe para Romero marcar o primeiro gol da sua seleção aos 34 minutos e ele próprio empatou a partida aos 38, ambos no segundo tempo.
Após a partida, o técnico do Egito, Hossam Hassan, afirmou que sua seleção foi “tratada de forma parcial” e “injustiçada”.
“Talvez eles quisessem manter a campeã do mundo na competição”, declarou ele. “Talvez eles quisessem que Messi permanecesse competindo.”
Para Zico, “o árbitro realmente foi parcial. A injustiça foi clara. Houve injustiça desde o início da partida.”
“Ficou claro que este torneio foi manipulado.”
A Argentina enfrenta a Suíça em Kansas City, nos Estados Unidos, no sábado, às 22 horas (de Brasília), pelas quartas de final.
A BBC Sport entrou em contato com a Fifa, pedindo comentários a respeito.
Análise: não espere ouvir nada da Fifa
Protestos contra os árbitros e suas decisões raramente têm algum efeito na Copa do Mundo.
O comitê de arbitragem talvez possa mandar silenciosamente os árbitros de volta para casa, mas as reclamações acabam recebendo pouca atenção.
Na Copa de 2022, a França apresentou um protesto após sua derrota para a Tunísia, por 1×0, no último jogo da fase de grupos.
A seleção francesa teve um gol anulado nos acréscimos por uma análise do árbitro de vídeo que infringiria o protocolo do VAR.
Como de costume na Fifa, o recurso foi rejeitado com uma declaração muito curta, sem explicar os motivos.
“O Comitê Disciplinar da Fifa rejeitou o protesto apresentado pela Associação Francesa de Futebol, em relação à partida Tunísia x França pela Copa do Mundo da Fifa, disputada em 30 de novembro.”
A questão, em relação às reclamações das federações de futebol contra os árbitros, é que as decisões são quase sempre subjetivas.
É da natureza humana que os árbitros cometam erros, o que não significa que exista algo suspeito.
Estas reclamações, levantadas no calor das emoções da derrota, tendem a se dissipar.
Por isso, não espere ouvir muito da Fifa a respeito.
