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O sonho de levar a Copa do Mundo “de volta para casa” permanece vivo para a Inglaterra. Na noite deste domingo (5), os Três Leões (apelido da equipe inglesa) não se intimidaram com o mar verde de torcedores que lotaram o Estádio Azteca, na Cidade do México, e venceram a seleção anfitriã por 3 a 2, pelas oitavas de final.
Campeões pela primeira e única vez em 1966, quando sediaram o Mundial, os ingleses terão pela frente a Noruega, algoz do Brasil também neste domingo, ao vencer por 2 a 1 em Nova Jersey. O jogo pelas quartas de final será no próximo sábado (11), às 18h (horário de Brasília), em Miami, também nos Estados Unidos.
O México, por sua vez, conviveu com nova decepção em Copas. Desde 1986, quando também foi sede, a seleção não vai às quartas. Ausente em 1990, na Itália, a equipe do país foi eliminada nas oitavas de final pela oitava vez nas últimas nove edições. Em 2022, no Catar, os mexicanos sequer foram à fase eliminatória.
15 minutos de loucura
Inicialmente prevista para iniciar às 21h (de Brasília), a partida teve o pontapé inicial postergado em uma hora, devido às condições climáticas. Horas antes de a bola rolar, um forte temporal, com raios, caiu sobre a Cidade do México.
O risco de novos raios levou a Federação Internacional de Futebol (Fifa) a adotar o protocolo usado em partidas nos Estados Unidos, com o atraso do início do jogo e o direcionamento dos torcedores a áreas protegidas. Quando os jogadores foram liberados para o aquecimento, ainda chovia no estádio, mas em menor intensidade.
O cartão amarelo aplicado ao volante inglês Declan Rice nos primeiros segundos de bola rolando resume o que foi boa parte da etapa inicial no Azteca: muita transpiração e pouca inspiração. Em dois terços dos 45 minutos iniciais, o melhor momento foi uma cabeçada do atacante Raúl Jiménez, aos 14, defendida, no canto esquerdo, pelo goleiro Jordan Pickford.
Os 15 minutos que antecederam o intervalo, por outro lado, foram de uma partida completamente diferente. Aos 36, em contra-ataque iniciado do campo defensivo com Pickford, o atacante Buyako Saka recebeu pela direita, superou a marcação do lateral Jesús Gallardo e cruzou na medida para o meia Jude Bellingham escorar para as redes.
Um minuto depois, o volante Elliot Anderson desarmou o meia Gilberto Mora na intermediária e a bola sobrou com Bellingham, que acionou Harry Kane na área pela esquerda. O atacante chutou cruzado e o próprio Bellingham, mais uma vez, apareceu para concluir e silenciar o Azteca lotado.
Mesmo atordoado, o México tentou sair das cordas o mais rápido possível. E conseguiu. Aos 42, após cobrança de falta na área pela esquerda, a bola resvalou no zagueiro Ezri Konsa e sobrou para o atacante Julian Quiñones chutar forte e recolocar os anfitriões no jogo.
E o empate quase saiu ainda no primeiro tempo. Foram duas boas chances com Jiménez, ambas nos acréscimos. Na mais perigosa, aos 47 minutos, Pickford fez grande defesa em cabeçada do atacante, que buscava o ângulo direito.
Expulsão, pênaltis e pressão
A segunda etapa iniciou com a mesma intensidade de antes do intervalo. Aos três minutos, o lateral Nico O’Reilly, acertou a trave esquerda em finalização de primeira, da entrada da área.
Quatro minutos depois, o lateral Jarell Quansah atingiu a perna de Gallardo com a sola do pé, em lance que sequer foi marcado falta – o que causou muita reclamação dos mexicanos e discussão entre os jogadores que estavam nos dois bancos de reservas. O árbitro Alireza Faghani foi chamado ao vídeo, entendeu que a ação era passível de expulsão e deu cartão vermelho ao inglês.
O México, porém, não teve tempo de começar a aproveitar a superioridade numérica. Aos 12 minutos, o goleiro Raul Rangel derrubou o atacante Anthony Gordon na área e arbitragem deu pênalti. Kane cobrou e anotou o sexto gol dele na Copa.
Mas o próprio camisa 9 cometeria, ele mesmo, uma penalidade aos 20. O artilheiro, dentro da própria área, acertou a perna do meia Brian Gutiérrez em uma disputa de bola à meia altura. Mais uma vez, o árbitro, que nada assinalou, foi chamado ao vídeo, constando e marcando a infração. Jímenez bateu e, desta vez, venceu Pickford.
O jogo se transformou em um ataque contra defesa, com os donos da casa pressionando de todas as formas e os ingleses se defendendo.
No fim, melhor para os Três Leões e mais uma Copa de frustração à apaixonada torcida mexicana.

