Ebola: as mentiras que alimentam ataques contra profissionais de saúde que combatem a doença

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Crédito, Reuters

Legenda da foto, O mais recente surto de ebola infectou mais de 1.750 pessoas e matou 600 na República Democrática do Congo

    • Autor, Marco Silva e Peter Mwai
    • Papel, Verificação da BBC
  • Publicado

  • Tempo de leitura: 7 min

“Eles me agarraram por trás e começaram a me socar, a me bater com pás e facões”, diz Daniel Uyirwoth Welo, um dos quatro voluntários da Cruz Vermelha feridos quando uma multidão tentou abrir um caixão que continha o corpo de uma pessoa que havia morrido de ebola.

O jovem de 27 anos e seus colegas tentavam realizar um enterro seguro em um cemitério em Bunia, no leste da República Democrática do Congo, no mês passado, quando foram atacados. O ataque foi motivado por boatos — que circulavam localmente e online — de que o caixão estava vazio.

Algumas pessoas na multidão disseram: “Não, o ebola não existe”, disse Welo à BBC Verify — o serviço de checagem de dados da BBC —, acrescentando que outros acreditavam que a equipe da Cruz Vermelha estava lá apenas “para arrecadar dinheiro”.

O ataque é um entre vários incidentes ligados à desinformação durante o mais recente surto de ebola, que infectou mais de 1.750 pessoas e matou 600 na República Democrática do Congo desde meados de maio, de acordo com dados do governo.

Alegações falsas que circulam nas áreas afetadas incluem afirmações de que o ebola não existe, que profissionais de saúde estão infectando pessoas deliberadamente ou colhendo seus órgãos, e que a resposta ao ebola é um esquema para ganhar dinheiro.

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