A escolha de domingo: o RN de poucos ou RN de todos

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Por Pedro Henrique Cordeiro Lima*

A escolha posta ao povo do RN neste domingo é muito clara: continuar com a mudança transformadora do nosso Estado, ou retornar ao atraso dos governos do passado, que servem aos interesses de poucos grupos privados.

Escrevo de um lugar específico. Acompanhei de perto essa história: vi o Estado que a governadora Fátima Bezerra recebeu e o trabalho, muitas vezes silencioso, para colocá-lo de pé outra vez.

O estado que foi herdado

Em janeiro de 2019, a governadora recebeu de Robinson Faria um Estado quebrado. Eram R$ 2,6 bilhões em dívidas: cerca de R$ 1 bilhão em quatro folhas salariais atrasadas, as de novembro e dezembro de 2018 e o 13º de 2017 e de 2018, e R$ 1,6 bilhão com fornecedores e outros credores.

Do outro lado da balança, havia apenas R$ 3 milhões em caixa. Não era um Estado com dificuldades; era um Estado sem capacidade de pagar quem trabalhava para ele.

O quadro social acompanhava a ruína das contas. Foram 1.788 mortes violentas em 2018. O desemprego chegou a 14,6% em 2017 e fechou 2018 em 12,9%. A economia encolheu, em média, 0,9% ao ano entre 2015 e 2018.

Foi o tempo do RN de poucos. Entre 2014 e 2018, a extrema pobreza saltou de 8,5% para 11,6% da população: cerca de 116 mil potiguares a mais vivendo na miséria. Em 2017, quase metade do Estado, 48,8%, vivia na pobreza.

O trabalho que quase ninguém viu

Acompanhei de perto a luta constante para organizar as contas de um Estado que sequer tinha uma contabilidade pública formal. Sem saber quanto se deve, a quem e quando, não há como planejar, pagar em dia ou recuperar a confiança de quem fornece e investe.

O resultado foi reconhecido pelo próprio Tesouro Nacional. O RN saiu do último lugar no Ranking da Qualidade da Informação Contábil e Fiscal da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), em 2018, para o segundo lugar do país em 2026.

Acompanhei também a reestruturação das políticas de incentivo. O PROEDI, criado pela Lei 10.640/2019, substituiu o antigo PROADI e passou a oferecer crédito presumido de até 95% do ICMS à indústria que gera empregos no Estado; hoje beneficia 381 empresas. O regime especial do setor atacadista foi refeito para premiar a compra de produtos fabricados no próprio RN, ligando o comércio atacadista à indústria local.

Esse trabalho foi feito em diálogo permanente com empresários e entidades do setor produtivo, reconstruindo uma relação de confiança com o Governo do Estado. O resultado apareceu: em 2023, a indústria de transformação potiguar cresceu 23,1% e ajudou o RN a ter o maior crescimento econômico do Nordeste.

O RN de todos

Com a participação direta de Cadu e Samanda, o Governo Fátima transformou o RN de poucos no RN de todos. O Estado que atrasava salários quitou todas as folhas que herdou.

A mudança chegou a quem mais precisava. Entre 2018 e 2024, a extrema pobreza caiu de 11,6% para 5,2%: são 215 mil potiguares a menos na miséria. A pobreza recuou de 47,3% para 33,5%, o menor nível desde o início da série, em 2012, e hoje o RN tem a menor taxa de pobreza do Nordeste.

As mortes violentas caíram pela metade: 873 em 2025, queda de 51%. O desemprego chegou a 5,6% no 2º trimestre de 2026, o menor já registrado pelo IBGE, com 1,38 milhão de potiguares trabalhando.

A economia, que encolhia, passou a crescer em média cerca de 2% ao ano, mesmo com a pandemia, e o PIB superou R$ 100 bilhões pela primeira vez. Na educação, o Ideb de 2025 trouxe os maiores resultados da história do RN nas três etapas do ensino.

Um estado que voltou a investir

Organizar as contas nunca foi um fim em si. O Estado que tinha R$ 3 milhões em caixa voltou a ter crédito e capacidade de investir.

A prova mais visível está nas estradas. O maior programa de recuperação de rodovias da história do RN soma R$ 1,037 bilhão e mais de 2.100 km, cerca de 60% das rodovias estaduais pavimentadas.

Na educação, são 12 IERNs, institutos de educação profissional em todas as regiões, com mais de R$ 110 milhões; as matrículas na educação profissional cresceram 394% entre 2019 e 2024. Outros R$ 183 milhões vão para reforma e climatização de escolas estaduais.

Na segurança hídrica, em parceria com o Governo Lula, a Barragem de Oiticica foi concluída, com capacidade para atender até 2 milhões de pessoas. As águas da transposição do São Francisco já chegam ao Alto Oeste pelo Ramal do Apodi.

O que está em jogo

Robinson e as oligarquias que sempre o apoiaram agora se escondem atrás de uma “cara nova” para tentar voltar ao poder, de onde sempre exploraram o povo do RN em benefício próprio. Quem viu de perto o Estado que eles deixaram sabe o que está em jogo.

Por isso, vamos votar em Cadu de Lula, para continuar essa mudança, e em Samanda de Lula para o Senado, para renovar nossa representação em Brasília, apoiar o presidente Lula e defender os interesses do Rio Grande do Norte junto ao Governo Federal.

Pedro Henrique Cordeiro Lima é advogado

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