“Cidadania vai apoiar Carlos Eduardo para o cargo que ele disputar”, diz Wober

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Presidente estadual da legenda disse que se o Diretório Nacional decidir sobre a federação, estados devem acatar a composição formada em nível nacional

Em entrevista ao AGORA RN, o presidente estadual e vice-presidente nacional do Cidadania, Wober Júnior, fez uma breve análise sobre as últimas especulações eleitorais no Rio Grande do Norte postas na imprensa e nas redes sociais nos últimos dias. Com poucas palavras, Wober Júnior comentou sobre a possível candidatura do deputado estadual Ezequiel Ferreira (PSDB) ao governo do Estado, as preferências sinalizadas pelos ministros Fábio Faria (PSD) e Rogério Marinho (PL) à disputa do Poder Executivo Estadual, respectivamente, o empresário Haroldo Azevedo (sem partido) e Ezequiel Ferreira, e a possível composição Fátima Bezerra-Walter Alves.

“São coisas que acontecem em ano eleitoral. Muita especulação e muita articulação. Os partidos tentam se posicionar para enfrentar o processo eleitoral. Ainda é cedo para chegar a uma definição de todos os envolvidos. Geralmente quem tem maior poder de decisão é o governo”, frisou o presidente do Cidadania, demonstrando que tais diálogos fazem parte da democracia e deixando subentendido que qualquer definição se concretizará conforme o calendário eleitoral, que disciplina até 2 de abril prazo final para as federações obterem registros de seus estatutos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 5 de agosto último dia para a realização de convenções pelos partidos políticos e pelas federações destinadas a deliberar sobre coligações e a escolher seus candidatos, e 15 de agosto prazo final para os partidos políticos, as federações e as coligações requererem o registro de candidaturas.

Wober Júnior evidenciou que, no Rio Grande do Norte, o Cidadania segue com o ex-prefeito de Natal e presidente estadual do PDT, Carlos Eduardo Alves. “O Cidadania vai apoiar Carlos Eduardo para o cargo que ele disputar”, declarou Wober, ressaltando que existe dois vieses a seguir: o que o Diretório Nacional decidir sobre a federação, e neste caso, estados e municípios devem acatar esta composição formada em nível nacional; e o cenário local que é acompanhar o pedetista, parceiro do Cidadania. 

Questionado sobre o cenário nacional conduzido pelo presidente da legenda, Roberto Freire, onde os diálogos estão acontecendo com o Podemos, PSDB, o MDB e o PDT, e quais consequências para o RN, Wober informou que vai haver a reunião do Diretório Nacional no próximo dia 15, onde serão colocadas todos as indicações da Executiva. 

“Quanto a nós, temos que esperar a decisão do Diretório. Se passar a federação com um dos partidos teremos uma lógica. Se não houver federação será outra. Agora é ter paciência e esperar até o dia 15”, comentou o presidente estadual da legenda, logicamente por causa do histórico do seu partido com Carlos Eduardo Alves, torcendo para um desfecho positivo com o PDT.

O Cidadania tem como pré-candidato à presidência da República o senador Alessandro Vieira. Os demais partidos que estão na mira da legenda também têm seus pré-postulantes ao Palácio do Planalto: o MDB de Simone Tebet, o Podemos de Sergio Moro, o PDT de Ciro Gomes e o PSDB de João Doria. Diante disso, para eleições de outubro, fica claro que os partidos querem fortalecer a chamada terceira via nas eleições em outubro, tentando minimizar a polarização entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL).

Por fim, questionado sobre a polêmica que envolve o único governador do Cidadania, o paraibano João Azevedo, tendo em vista a possibilidade do mesmo deixar a legenda em caso de formalização de federação nacional do partido com o PSDB, Wober Júnior informou que “o governador João Azevedo ainda não decidiu sair do partido”.

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