Lula volta ao RN para reforçar Cadu e tentar ampliar vantagem no 2° turno

Anúncios

Getting your Trinity Audio player ready...

Luiz Inácio Lula da Silva volta ao Rio Grande do Norte no próximo sábado (10) com duas campanhas para empurrar ao mesmo tempo. O presidente, que disputa o segundo turno contra Flávio Bolsonaro, participa de um ato às 14h, na Área de Lazer do Panatis, na Zona Norte de Natal, ao lado de Cadu de Lula, que chegou à segunda etapa da eleição para o Governo separado de Allyson Bezerra por apenas 15.509 votos.

A visita foi anunciada nesta terça-feira (6) pelo PT do Rio Grande do Norte e ocorre menos de uma semana depois de as urnas produzirem um cenário mais favorável ao grupo governista no Estado do que as pesquisas projetavam durante boa parte da campanha. Allyson terminou o primeiro turno com 733.809 votos, ou 36,94% dos válidos. Cadu recebeu 718.300, alcançou 36,16% e ficou a apenas 0,78 ponto percentual do primeiro colocado. Álvaro Dias (PL) terminou em terceiro, com 26,71%. 

A escolha do lugar encontra uma capital onde o petista saiu das urnas em situação melhor que Allyson Bezerra, mas também onde ficaram disponíveis para a segunda rodada mais de 165 mil votos dados a Álvaro Dias. Os números oficiais do primeiro turno mostram o tamanho apertado da disputa pelo Governo. Allyson terminou na frente com 733.809 votos, 36,94% dos válidos. Cadu recebeu 718.300, ou 36,16%. Entre os dois, apenas 15.509 votos e uma diferença de 0,78 ponto percentual. Álvaro Dias, eliminado da disputa, somou 530.580 votos, 26,71% dos válidos. São esses mais de meio milhão de eleitores que passam a ocupar uma parte central da campanha até 25 de outubro.

Para Cadu, o resultado deixou dois pontos de partida favoráveis. O primeiro é a distância pequena para Allyson no conjunto do Estado. O segundo aparece em Natal, maior colégio eleitoral potiguar e cidade escolhida para receber Lula neste começo de segundo turno. Com a apuração encerrada, Álvaro foi o candidato a governador mais votado na capital, com 165.210 votos, 39,69% dos válidos. Cadu veio em seguida, com 147.509 votos, 35,43%, e Allyson recebeu 101.941, ou 24,49%. Cadu, portanto, terminou Natal 45.568 votos à frente do adversário que agora enfrenta no segundo turno.

A ZOna Norte concentra um dos maiores blocos eleitorais de Natal e foi também um dos territórios em que Álvaro Dias (PL), eliminado no primeiro turno, mostrou força.

Cadu chegou ao segundo turno depois de passar boa parte da disputa tentando transformar conhecimento de governo em conhecimento eleitoral. Ex-secretário da Fazenda de Fátima Bezerra e estreante nas urnas, ele começou a campanha aparecendo abaixo dos adversários em diferentes levantamentos e terminou o primeiro turno praticamente empatado com Allyson. A própria reta final já indicava crescimento, mas o resultado foi além do que várias pesquisas haviam captado. 

O mapa das urnas também trouxe números que a campanha pode explorar nesta nova etapa. Cadu foi o candidato mais votado para governador em 73 dos 167 municípios potiguares, contra 65 vitórias municipais de Allyson e 29 de Álvaro Dias. Em Natal, abriu uma vantagem de 45.568 votos sobre Allyson: foram 147.509 votos para o petista e 101.941 para o candidato do União Brasil.

Os números da eleição presidencial mostram por que a presença de Lula é tratada como um ativo importante para Cadu. O presidente recebeu 1.237.963 votos no Rio Grande do Norte, 59,75% dos válidos, contra 720.493 de Flávio Bolsonaro, que teve 34,77%. Lula foi o mais votado em 165 dos 167 municípios potiguares. 

A diferença entre as duas votações expõe, ao mesmo tempo, uma oportunidade e um desafio para Cadu. Lula recebeu 519.663 votos a mais do que o candidato petista ao Governo. Os votos pertencem a disputas diferentes e não podem ser tratados como automaticamente transferíveis, mas mostram que existe no Estado um eleitorado muito maior disposto a votar no presidente do que aquele que acompanhou Cadu no primeiro turno. A estratégia do segundo turno passa por reduzir essa distância.

O movimento também funciona no sentido contrário. Lula terminou o primeiro turno nacional atrás de Flávio Bolsonaro: 45,16% dos votos válidos contra 47,03% do candidato do PL. No Rio Grande do Norte abriu uma vantagem superior a meio milhão de votos sobre Flávio. O Estado passa a interessar à campanha presidencial não apenas como território de defesa, mas como lugar onde ampliar uma diferença capaz de contribuir para a conta nacional do segundo turno. 

Essa combinação já havia sido desenhada um dia depois da eleição. Cadu, a senadora eleita Samanda de Lula e a governadora Fátima Bezerra viajaram a Brasília para uma reunião com o presidente e saíram de lá com uma tarefa declarada: aumentar a votação de Lula no Rio Grande do Norte enquanto trabalham pela eleição de Cadu. O próprio candidato afirmou, após o encontro, que Lula havia prometido voltar ao Estado durante o segundo turno. 

O grupo chega à nova campanha com outros resultados para carregar: Samanda conquistou uma das vagas do Rio Grande do Norte no Senado com 634.863 votos, enquanto Natália Bonavides foi a candidata a deputada federal mais votada do Estado, com 215.509. A Federação PT-PCdoB-PV elegeu três deputados federais, o mesmo número de cadeiras conquistado pelo PL. 

O ato está marcado para sábado (10), às 14h, na Área de Lazer do Panatis, na Zona Norte de Natal. O segundo turno para presidente e governador será realizado em 25 de outubro.

Confira o conteúdo original aqui!

Mais artigos

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Últimos artigos