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No segundo trimestre de 2026, o PIB cresceu 0,5% frente ao primeiro trimestre de 2026, na série com ajuste sazonal. Pela ótica da produção, destaca-se o crescimento da Agropecuária (2,8%), com Serviços (0,2%) e Indústria (0,1%) também mostrando variação positiva.
| Período de comparação | Indicadores | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| PIB | AGRO | INDUS | SERV | FBCF | CONS. FAM | CONS. GOV | |
| Trimestre / trimestre imediatamente anterior (com ajuste sazonal) | 0,5% | 2,8% | 0,1% | 0,2% | 1,2% | -0,4% | 0,4% |
| Trimestre / mesmo trimestre do ano anterior (sem ajuste sazonal) | 2,0% | 6,8% | 1,5% | 1,5% | 1,4% | 0,5% | 3,1% |
| Acumulado em quatro trimestres / mesmo período do ano anterior (sem ajuste sazonal) | 1,9% | 6,2% | 1,4% | 1,7% | -0,2% | 0,9% | 2,8% |
| Valores correntes no 2º trimestre (R$) | 3.4 trilhões | 204.6 bilhões | 706.1 bilhões | 2.0 trilhões | 552.1 bilhões | 2.1 trilhões | 667.7 bilhões |
| Taxa de Investimento (FBCF/PIB) no 2º trimentre de 2026 = 16.1% | |||||||
| Taxa de Poupança (POUP/PIB) no 2º trimentre de 2026 = 16.6% | |||||||
O PIB totalizou R$ 3,4 trilhões no segundo trimestre de 2026, sendo R$ 2,9 trilhões referentes ao Valor Adicionado a preços básicos e R$ 487,9 bilhões, aos Impostos sobre Produtos líquidos de Subsídios. No mesmo período, a taxa de investimento foi de 16,1% do PIB, abaixo dos 16,6% do segundo trimestre de 2025. Já a taxa de poupança foi de 16,6%, superando os 16,5% do mesmo trimestre de 2025.
Em relação ao 2º trimestre de 2025, o PIB avançou 2,0%, com crescimento na Agropecuária (6,8%), na Indústria (1,5%) e nos Serviços (1,5%).
Principais resultados do PIB – do 2º Trimestre de 2025 ao 2º Trimestre de 2026
| Taxas (%) | 2025.II | 2025.III | 2025.IV | 2026.I | 2026.II |
|---|---|---|---|---|---|
| Acumulado ao longo do ano / mesmo período do ano anterior | 2,7 | 2,4 | 2,3 | 1,8 | 1,9 |
| Últimos quatro trimestres / quatro trimestres imediatamente anteriores | 3,3 | 2,7 | 2,3 | 2,0 | 1,9 |
| Trimestre / mesmo trimestre do ano anterior | 2,4 | 1,8 | 1,8 | 1,8 | 2,0 |
| Trimestre / trimestre imediatamente anterior (com ajuste sazonal) | 0,4 | 0,1 | 0,2 | 1,1 | 0,5 |
| fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Contas Nacionais | |||||
PIB cresce 0,5% ante o primeiro trimestre de 2026
O PIB cresceu 0,5% no segundo trimestre, frente ao primeiro trimestre de 2026, na série com ajuste sazonal. A Agropecuária cresceu 2,8% seguida de avanços de 0,2% nos Serviços e de 0,1% na Indústria.
O desempenho positivo na Indústria se deve ao crescimento de 3,4% nas Indústrias extrativas. Por outro lado, houve retração nas atividades de: Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (-1,1%), Indústrias de transformação (-0,4%) e Construção (-0,4%).
Nos Serviços, apresentaram crescimento: Informação e comunicação (2,1%), Transporte, armazenagem e correio (1,1%) e Atividades imobiliárias (0,2%). Houve estabilidade no Comércio (0,0%) e nas Outras atividades de serviços (0,0%) e variação negativa na Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (-0,4%) e nas Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (-0,3%).
A Formação Bruta de Capital Fixo cresceu 1,2% assim como o Consumo do Governo (0,4%). Por outro lado, o Consumo das Famílias apresentou variação negativa (-0,4%) em relação ao primeiro trimestre.
No setor externo, as Exportações de Bens e Serviços caíram (-0,8%), enquanto as Importações de Bens e Serviços subiram 1,8% em relação ao primeiro trimestre de 2026.
PIB cresce 2,0% frente ao 2º trimestre de 2025
Frente a igual período do ano anterior, o PIB cresceu 2,0% no segundo trimestre de 2026. O Valor Adicionado a preços básicos aumentou 1,9% e os Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios avançaram 2,5%.
A Agropecuária cresceu 6,8% em relação a igual período de 2025. Além de um bom desempenho da Pecuária, este resultado se deve, principalmente, a alguns produtos da lavoura que, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA/IBGE), divulgado no mês de agosto, têm safras significativas no segundo trimestre com crescimento na estimativa de produção anual e ganho de produtividade em culturas como soja (5,3%) e café (15,1%), que suplantaram o fraco desempenho do arroz (-11,3%), algodão (-6,7%) e milho (0,0%).
A Indústria cresceu 1,5%, tendo destaque as Indústrias extrativas, que avançaram 12,0% devido ao aumento na extração de petróleo e gás. A Construção também registrou crescimento (1,0%). Por outro lado, as atividades de Indústrias de transformação (-0,9%) e Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (-0,5%) apresentaram queda.
O valor adicionado dos Serviços avançou 1,5%, ante o mesmo período do ano anterior, com resultado positivo em todos os setores: Informação e comunicação (8,4%), Atividades imobiliárias (2,2%), Transporte, armazenagem e correio (1,2%), Outras atividades de serviços (1,1%), Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (1,0%), Comércio (0,9%), Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,9%).
No segundo trimestre de 2026, o Consumo do governo cresceu 3,1%, enquanto o Consumo das famílias apresentou variação de 0,5% em relação ao segundo trimestre de 2025.
A Formação Bruta de Capital Fixo cresceu 1,4%. Esta alta foi puxada pelo aumento da importação de bens de capital e pelo desenvolvimento de software.
As Exportações de Bens e Serviços e as Importações de Bens e Serviços cresceram 3,8% e 5,5%, respectivamente. A expansão das exportações de bens é explicada, principalmente, pela extração mineral, agropecuária e produtos alimentícios. Os destaques na pauta de importações foram: veículos automotores, artigos de vestuário e materiais elétricos.
PIB acumula alta de 1,9% em quatro trimestres, frente aos quatro trimestres anteriores
O PIB acumulado nos quatro trimestres terminados em junho de 2026 cresceu 1,9% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores. Esta taxa resultou das altas de 1,9% no Valor Adicionado a preços básicos e de 1,7% nos Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios. O resultado do Valor Adicionado nesta comparação decorreu dos seguintes desempenhos: Agropecuária (6,2%), Indústria (1,4%) e Serviços (1,7%).
Entre as atividades industriais, as Indústrias extrativas (12,2%) e a Construção (0,3%) tiveram expansão. Já as atividades de Indústria de Transformação (-1,1%) e de Eletricidade, gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (-0,6%) recuaram.
Por sua vez, os Serviços apresentaram resultados positivos em todas as atividades: Informação e comunicação (7,1%), Atividades imobiliárias (2,3%), Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (2,2%), Transporte, armazenagem e correio (2,0%), Outras atividades de serviços (1,7%), Comércio (0,8%) e Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,8%).
Na análise da despesa, a Despesa de Consumo das Famílias e a Despesa de Consumo do Governo cresceram de 0,9% e 2,8%, respectivamente. A Formação Bruta de Capital Fixo (-0,2%) recuou após uma sequência de altas nos últimos trimestres. No setor externo, as Exportações de Bens e Serviços apresentaram alta de 8,0%, enquanto as Importações de Bens e Serviços avançaram 2,1%.
No semestre, PIB cresce 1,9% frente ao mesmo período de 2025
No 1º semestre de 2026, o PIB cresceu 1,9% frete a igual período de 2025, com desempenho positivo na Agropecuária (3,6%), Indústria (1,6%) e nos Serviços (1,8%).
Entre as atividades industriais, as Indústrias Extrativas (12,5%) e a Construção (1,1%) cresceram, enquanto Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (-1,1%) e as Indústrias de Transformação (-0,9%) recuaram.
Nos Serviços houve expansão de Informação e comunicação (8,0%), Atividades imobiliárias (2,6%), Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (1,9%), Outras atividades de serviços (1,7%), Comércio (1,0%), Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (1,0%) e Transporte, armazenagem e correio (0,9%).
Na análise da demanda interna, considerando a comparação semestral, houve aumento de 1,1% na Despesa de Consumo das Famílias e 2,9% na Despesa de Consumo do Governo. A Formação Bruta de Capital Fixo apresentou estabilidade (0,0%). No setor externo, houve crescimento tanto nas Exportações (5,5%) quanto nas Importações (3,4%) de Bens e Serviços.
