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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Abel Ferreira detonou a equipe de arbitragem após o empate do Palmeiras por 1 a 1 com o Mirassol neste domingo (30), no Maião, pela 25ª rodada do Brasileirão.
O técnico palmeirense respondeu a apenas duas perguntas na coletiva de imprensa após a partida e em ambas criticou o trio de arbitragem.
Além de afirmar que é necessário que apenas os “melhores árbitros” participem dos jogos decisivos do campeonato, o português também deu uma “cornetada” na atuação fraca tecnicamente de alguns de seus jogadores, e citou Vitor Roque como exemplo.
O que ele disse
Na primeira pergunta, Abel foi questionado a respeito das contusões no elenco. Os atacantes Jhon Arias e Paulinho, por exemplo, são algumas das ausências do Verdão.
“Primeiro dizer que o nosso adversário se preparou bem para o nosso jogo. Teve uma semana inteira para se preparar, fisicamente mais frescos. Já falei isso no último jogo contra o Vasco, da vantagem e desigualdade que é em termos físicos. Num gramado que estava bom e num clima que estava extremamente quente.”, disse Abel Ferreira, técnico do Palmeiras.
Após falar sobre a desvantagem de jogar contra uma equipe que disputa menos jogos, o técnico português voltou sua artilharia contra a arbitragem brasileira. Abel criticou sobretudo a atuação do árbitro João Vitor Gobi e do VAR Ilbert Estevam da Silva.
“Quanto às contusões, isso tem muito a ver com o critério que foi utilizado durante o jogo todo pela equipe de arbitragem. Nós estamos nas últimas rodadas e queremos os melhores árbitros. E o critério é completamente inacreditável. É inacreditável que o Felipe leva uma gravata e nem falta é. É inacreditável que no início do jogo sobre o Marlon ele não marca falta e não dá amarelo. É inacreditável como é que expulsa o Arthur. É isso que depois que provoca essa agitação no banco. E nesses tipos de jogos temos que ter os árbitros mais preparados”, seguiu Abel Ferreira.
O duelo entre Mirassol e Palmeiras teve dois lances polêmicos. O árbitro deu pênalti para o Mirassol por falta de Giay em Fernandinho dentro da área, mas voltou atrás após rever o lance no VAR. Nos acréscimos, o palmeirense Arthur foi expulso após receber o segundo amarelo por falta em Fernando. No entanto, aparentemente a falta foi de Lucas Evangelista, mas dessa vez o VAR não chamou o árbitro para rever o lance.
Abel também foi específico quanto a atuação tecnicamente “abaixo” de alguns jogadores. O técnico citou nominalmente Vitor Roque, Flaco López e Giay.
“O Palmeiras tem que produzir mais. Não treinei o Roque de maneira diferente, nem o Flaco López nem o Giay. Não há dúvidas que minha equipe correu, que minha equipe lutou, mas dois ou três jogadores… foi nas ações técnicas que percebemos uma diferença”, comentou o técnico do Palmeiras.
Perguntado novamente se precisava de novos reforços, o técnico mais uma vez criticou a arbitragem e falou sobre Vitor Roque.
“Não! É preciso que os nossos estejam em boa forma, é isso que eu quero. O Vitor Roque tem que recuperar a boa forma. Ele não está em boa forma e isso é notório. É um jogador que nós esperamos muito dele. E o resto nós sabemos que a parte física tem preferência nesse jogo, e tivemos alguma ausência de produção. O futebol não dá tréguas. Eu gostaria de fazer um jogo calmo, que não tivéssemos que se irritar por um fator externo… Nesse nível profissional precisamos exigir muito mais uns dos outros. O futebol brasileiro quando é bem organizado pode gerar muitas receitas porque tem jovens de muita qualidade. Mas precisamos melhorar e escolher muito bem as equipes de arbitragens porque”, finalizou Abel Ferreira.
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