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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – O ex-jogador Roberto Carlos, 53, negou nesta quinta-feira (20) que tenha se convertido ao islã. A declaração foi publicada nas redes sociais depois que o deputado turco Ali Sahin, do AKP, afirmou que o brasileiro havia aderido à religião.
Roberto Carlos, que defendeu o União São João, Palmeiras, Real Madrid, Intenazionale, Fenerbahçe, entre outros clubes, disse que a informação não procede e afirmou respeitar muçulmanos e seguidores de outras crenças. “Não me converti ao Islã”, escreveu.
Segundo o agora embaixador oficial do Real Madrid e da Fifa, comentarista e empresário, a fé é uma questão pessoal.
“Tenho o maior respeito pela comunidade muçulmana, assim como tenho pelas pessoas de todas as religiões e crenças. A fé é algo profundamente pessoal, e acredito que as crenças de cada indivíduo devem ser tratadas com respeito.
A versão sobre a suposta conversão ao islamismo havia sido publicada por Sahin na segunda-feira (17). O parlamentar afirmou que Roberto Carlos teria recitado a shahada, declaração que formaliza a profissão de fé islâmica, durante uma visita recente ao xeque Jihad Hammadeh, vice-presidente da Associação Nacional de Juristas Islâmicos do Brasil (ANAJI).
De acordo com Sahin, a informação teria sido relatada pelo próprio xeque durante um encontro com representantes da comunidade muçulmana brasileira em São Paulo. O deputado disse ainda que o ex-jogador mantinha contato com Hammadeh havia algum tempo.
As especulações ganharam força com a circulação de imagens do novo casamento de Roberto Carlos com a empresária espanhola de origem marroquina Suhaila Ettahiri, agente de jogadores licenciada pela Fifa. A cerimônia, realizada de forma privada, tinha elementos associados à cultura islâmica.
A repercussão levou o ex-jogador a se manifestar diretamente. “Senti que era importante esclarecer isso pessoalmente e de forma respeitosa”, afirmou.
