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© Shutterstoc.
O câncer nem sempre provoca sintomas claros em suas fases iniciais. Algumas alterações podem ser discretas, persistir por semanas e acabar atribuídas a problemas mais comuns. Por isso, observar mudanças incomuns no funcionamento do corpo pode ajudar a identificar situações que precisam de avaliação médica.
O Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos (NCI) ressalta que os sintomas associados ao câncer são, na maioria das vezes, provocados por outras doenças ou condições benignas. Ainda assim, recomenda procurar um médico quando uma alteração inexplicável persiste por algumas semanas.
Veja dez sinais que merecem atenção.
1. Perda de peso sem explicação
Emagrecer sem mudanças na alimentação ou na rotina de exercícios pode ocorrer por diversos motivos, mas também está entre os sinais observados em alguns tipos de câncer. A atenção deve ser maior quando a perda de peso é significativa, rápida ou acompanhada de outros sintomas.
2. Inchaço abdominal persistente
Sentir a barriga inchada ocasionalmente é comum. O alerta surge quando o inchaço passa a ser frequente, dura muito tempo ou aparece junto com dor, alterações intestinais, perda de peso ou falta de apetite.
3. Diabetes que aparece recentemente
Uma nova descoberta de diabetes não é, por si só, sinal de câncer. Pesquisas, porém, mostram uma associação entre diabetes de início recente e câncer de pâncreas em uma pequena parcela dos pacientes, especialmente quando surgem também perda de peso ou outras alterações sem explicação.
4. Sangramentos ou hematomas incomuns
Sangramento sem causa conhecida, sangue na urina ou nas fezes e aparecimento frequente de hematomas são alterações que devem ser investigadas. O local e as características do sangramento ajudam o médico a determinar as possíveis causas.
5. Ferida que não cicatriza
Uma lesão na pele ou na boca que não melhora também merece atenção. O NCI inclui feridas que não cicatrizam entre as alterações que podem estar relacionadas a alguns tipos de câncer.
6. Dificuldade persistente para engolir
Problemas para engolir podem ter várias origens, incluindo refluxo e outras condições digestivas. Quando a dificuldade persiste ou piora progressivamente, porém, é recomendável procurar avaliação médica.
7. Tosse ou rouquidão que não melhoram
Uma tosse persistente ou uma mudança na voz que não desaparece deve ser investigada, principalmente quando acompanhada de falta de ar, sangue ao tossir, perda de peso ou histórico de tabagismo.
8. Cansaço intenso e prolongado
Fadiga que permanece mesmo após períodos de descanso e interfere nas atividades habituais pode ter inúmeras causas, como anemia, distúrbios hormonais e infecções. Também está entre os sintomas gerais descritos em alguns pacientes com câncer.
9. Suores noturnos ou febre sem causa aparente
Febre recorrente ou suor noturno intenso, especialmente quando não há uma infecção conhecida, também devem ser avaliados. Esses sintomas podem ocorrer em diferentes doenças e são observados, por exemplo, em alguns tipos de câncer do sangue.
10. Perda persistente de apetite
Sentir menos vontade de comer por um período prolongado, ficar satisfeito muito rapidamente ou perder peso sem intenção são mudanças que não devem ser ignoradas quando persistem. Alterações de apetite aparecem entre os possíveis sintomas gerais de câncer, embora também sejam comuns em muitas outras condições.
Ter um desses sintomas significa estar com câncer?
Não. A maior parte desses sinais é inespecífica e pode ser provocada por condições muito mais comuns. O que merece atenção é uma mudança que não é normal para aquela pessoa, não melhora ou se torna progressivamente mais intensa.
Também não existe uma regra segundo a qual esses sintomas necessariamente apareçam meses antes de um diagnóstico. Existem mais de 200 tipos de câncer, com manifestações e evolução muito diferentes.
A identificação precoce, quando possível, pode aumentar as chances de tratamento eficaz de diversos tumores.
Atividade física pode ajudar a reduzir o risco de câncer
Além de prestar atenção aos sinais do corpo, hábitos de vida têm papel importante na prevenção. A Organização Mundial da Saúde considera a inatividade física um dos fatores associados ao risco de câncer e estima que uma parcela relevante dos casos pode ser evitada com medidas já conhecidas de prevenção.
Um estudo publicado em 2026 na revista BMC Medicine analisou dados de 59.218 adultos do UK Biobank e acompanhou os participantes por cerca de oito anos. Os pesquisadores avaliaram um conjunto de 13 tipos de câncer associados à atividade física e registraram 2.385 diagnósticos durante o período.
Os resultados mostraram uma associação entre passar mais tempo em movimento e menor risco desse conjunto de cânceres. No modelo estatístico, substituir 15 minutos de comportamento sedentário por 15 minutos de movimento esteve associado a uma redução de aproximadamente 2% no risco observado. Atividades de maior intensidade apresentaram as associações mais fortes.
