Google defende que EUA liderem regulação da inteligência artificial

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Ó CEO da Google DeepMind, Demis Hassabis, defendeu a criação de uma entidade reguladora dedicada a avaliar a segurança dos sistemas mais avançados de inteligência artificial. Na visão do executivo, os Estados Unidos deveriam liderar a iniciativa.

Com a rápida expansão das ferramentas de IA, especialistas do setor têm discutido a necessidade de criar regras específicas para modelos considerados muito poderosos ou capazes de apresentar riscos relevantes.

Hassabis, cofundador e diretor-executivo da DeepMind, divisão do Google voltada ao desenvolvimento de inteligência artificial, passou a integrar esse debate ao propor um órgão responsável por analisar os chamados “modelos de fronteira” antes que eles sejam disponibilizados ao público.

Em uma publicação no LinkedIn, o executivo afirmou que essa entidade também poderia coordenar uma eventual desaceleração no desenvolvimento da tecnologia entre empresas que trabalham com modelos próprios.

“Quando olharmos para este período nas próximas décadas, acredito que veremos que estávamos no início da singularidade, nada menos que o começo de uma nova era para a humanidade”, escreveu ele.

Segundo Hassabis, os Estados Unidos estariam mais bem posicionados para liderar o projeto por causa da força tecnológica e econômica do país. A proposta, no entanto, prevê a participação de representantes de comunidades que desenvolvem modelos abertos e de especialistas independentes.

De acordo com o site Axios, Hassabis tem dedicado parte significativa de seu tempo à construção da proposta. Ele já teria discutido o assunto com integrantes do governo Donald Trump, membros da Comissão Europeia e representantes de laboratórios de inteligência artificial.

O executivo afirmou ter recebido uma resposta “muito positiva” da administração americana. A expectativa seria colocar a nova entidade em funcionamento até o fim deste ano.

Austrália anuncia órgão para regular inteligência artificial

Enquanto a proposta de Hassabis ainda está em discussão, a Austrália anunciou a criação de uma agência governamental voltada à inteligência artificial.

O primeiro-ministro Anthony Albanese informou que o novo Gabinete de IA ficará responsável por coordenar a elaboração de normas nacionais para o uso e o desenvolvimento da tecnologia.

“A partir de hoje, estabeleço o Gabinete de IA em minha administração para coordenar a criação de novas normas nacionais”, afirmou durante um discurso na Universidade de Sydney.

O governo australiano pretende apresentar uma proposta legislativa ao Parlamento no início do próximo ano. Segundo Albanese, a regulamentação deverá permitir decisões mais rápidas, sem criar obstáculos excessivos à inovação ou aos investimentos.

“Nosso objetivo não é criar leis para cada possibilidade ou risco. Isso poderia levar a Austrália a perder investimentos”, declarou.

O país também anunciou planos para receber grandes centros de dados de inteligência artificial, com medidas voltadas à redução do consumo de água e ao aumento da eficiência energética.

Em abril, o governo australiano assinou um memorando de entendimento com a Anthropic, empresa americana responsável pelo assistente Claude, para ampliar a cooperação no desenvolvimento e no uso seguro da IA.

A companhia demonstrou interesse em investir em centros de dados e infraestrutura energética na Austrália, além de expandir sua atuação na região Ásia-Pacífico, com a abertura de um escritório em Sydney.

No mesmo mês, a Microsoft anunciou um investimento de 25 bilhões de dólares australianos no país até 2029. O objetivo é ampliar em mais de 140% a infraestrutura da empresa dedicada à inteligência artificial.

A Austrália vem tratando a tecnologia como uma das prioridades para o crescimento econômico e a modernização do país. No fim de 2025, o governo lançou um Plano Nacional de Inteligência Artificial.

Processo movido por 26 ex-funcionários afirma que o sistema teria prejudicado pessoas com deficiência, em licença médica ou grávidas. A empresa nega as acusações e diz que as decisões foram tomadas por gestores

Notícias ao Minuto | 11:52 – 15/07/2026

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