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UM OpenAI planeja ampliar significativamente sua equipe e deve intensificar as contratações ao longo dos próximos meses. A empresa pretende reforçar áreas estratégicas como desenvolvimento de produto, engenharia, pesquisa e também vendas, em um movimento para ganhar competitividade no setor de inteligência artificial.
Segundo o Financial Times, a companhia pode praticamente dobrar o número de funcionários até o fim de 2026. Atualmente com cerca de 4.500 colaboradores, a expectativa é ultrapassar a marca de 8 mil empregados.
Além das funções técnicas, a OpenAI também pretende contratar os chamados “embaixadores técnicos”, profissionais responsáveis por ajudar outras empresas a implementar e utilizar suas ferramentas de inteligência artificial.
O plano de expansão ocorre em um momento em que outras gigantes da tecnologia, como Amazon e Meta, anunciaram demissões em massa no início do ano. No caso da OpenAI, o objetivo é justamente acelerar o crescimento e manter a liderança na corrida global por inovação em IA, especialmente diante da concorrência com empresas como a Anthropic.
O CEO da companhia, Sam Altman, reconheceu recentemente que a inteligência artificial enfrenta resistência, principalmente nos Estados Unidos. “Neste momento, a Inteligência Artificial não é muito popular nos EUA”, afirmou durante evento da BlackRock. Segundo ele, a tecnologia tem sido associada a problemas como aumento no custo da energia e cortes de empregos. “Quase todas as empresas que fazem demissões estão culpando a Inteligência Artificial, mesmo quando isso não está diretamente relacionado”, disse.
Altman também destacou que existe um debate crescente sobre o poder das grandes empresas de tecnologia. “Há um verdadeiro debate acontecendo sobre o equilíbrio de poder entre governos e empresas”, afirmou.
Ao mesmo tempo, a OpenAI avalia uma possível abertura de capital ainda este ano e busca ampliar sua presença no mercado corporativo para aumentar receitas.
Apesar da expansão, a empresa também enfrenta críticas. A parceria com o Pentágono para uso de suas tecnologias em ambientes de nuvem gerou controvérsia interna e levou à saída de executivos. A engenheira Caitlin Kalinowski, ex-chefe da divisão de robótica, afirmou que sua decisão foi motivada por preocupações éticas. “A vigilância sem supervisão judicial e o uso de sistemas autônomos letais sem autorização humana são questões que deveriam ter sido mais debatidas”, declarou.
Mesmo com os desafios, Altman reforçou a importância estratégica da inteligência artificial para os Estados Unidos. “Se não avançarmos tão rápido quanto outros países na adoção dessa tecnologia, podemos perder a vantagem que temos como potência econômica”, disse. Ele ainda classificou o momento como decisivo: “Esta é uma oportunidade única em muitas gerações para transformar a economia e reescrever regras que já não funcionam diante dessa nova fonte de riqueza”.
