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Corinthians barra medalhões para não perder foco no ajuste financeiro

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Alguns atletas experientes foram oferecidos ao Corinthians desde o início da janela de transferências, mas a maioria das sugestões foi vetada pelo departamento de futebol do clube.

CORINTHIANS EVITA CONTRASSENSO

Nomes como Claudinho, Savarino e Everton Cebolinha chegaram a ser apresentados à direção corintiana, porém nenhuma das situações avançou. Todas foram consideradas financeiramente inacessíveis para o Timão.

A maior parte desses jogadores teve o nome rechaçado ainda no primeiro movimento do setor de análise de mercado. O padrão salarial dos atletas foi avaliado e repassado à diretoria, que optou por sequer abrir conversas formais.

A única exceção foi Savarino. Nesse caso, a diretoria chegou a iniciar tratativas com o estafe do jogador, mas a negociação não evoluiu justamente por questões financeiras.

Para o Corinthians, a contratação de atletas de “grife” representaria uma inflação na folha salarial, o que iria frontalmente contra o principal objetivo do clube na temporada: a redução de custos. O foco desse enxugamento é o departamento de futebol, o mais oneroso da instituição, inclusive para adequação ao fair play financeiro estabelecido pela CBF.

Dessa forma, a diretoria corintiana estabeleceu um teto salarial para contratações e renovações a partir da atual janela de transferências. Apenas jogadores do elenco que já recebem acima desse limite terão suas situações analisadas – mas apenas ao fim de seus contratos.

Assim, até mesmo a possibilidade de contratar medalhões em operações sem custos foi descartada, justamente para não inflacionar o orçamento e respeitar os limites definidos pela gestão. A meta é reduzir os gastos com futebol em cerca de 30%.

PARTICIPAÇÃO DO SCOUT

Todo atleta oferecido ao Corinthians é imediatamente encaminhado ao departamento de análise de mercado. O setor é liderado por Renan Bloise, braço direito do executivo de futebol Marcelo Paz.

O scout corintiano realiza avaliações técnicas e financeiras. Se o padrão salarial do jogador extrapolar o teto estabelecido pelo clube, o nome é automaticamente descartado.

O mesmo critério vale para atletas identificados internamente pelo setor de observação. Mesmo os nomes monitorados passam por diagnóstico financeiro e, caso não se enquadrem no perfil desejado, sequer são procurados.

Essas medidas estão diretamente ligadas às características que levaram o Corinthians a contratar Marcelo Paz como executivo de futebol. A ideia é explorar o mercado com criatividade, buscando oportunidades de bom custo-benefício, especialmente em outros países da América do Sul e em cenários alternativos.

PRIORIDADE É FINANCEIRA

A experiência de Paz em lidar com orçamento reduzido no Fortaleza é vista como fundamental pela diretoria. O objetivo do presidente Osmar Stábile é alinhar totalmente o planejamento do futebol às diretrizes financeiras do clube.

Foi justamente uma divergência de entendimento sobre o mercado que pesou para o Corinthians desistir da contratação de Bruno Spindel para o cargo de executivo de futebol, antes de acertar com Marcelo.

Durante as conversas, o dirigente -hoje no Cruzeiro- apresentou um modelo de negócio envolvendo a contratação do meia Gerson. A proposta levou a diretoria corintiana a concluir que Spindel não havia compreendido o objetivo financeiro traçado pelo clube para 2026.

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