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Titina “permanece viva em sua obra, nas memórias que construiu e no amor que espalhou”

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Batizada Izabel Cristina, mas abraçada pelo Brasil como Titina Medeiros, a atriz nasceu em Currais Novos, em 1977. Embora tenha passado pelas salas de Jornalismo da UFRN, foi no pulsar do palco que ela encontrou seu verdadeiro destino, sem nunca soltar a mão de suas raízes no Seridó potiguar.

Ainda nos anos 90, na UFRN, o talento nato já chamava atenção, como registrou o professor Maurício Pandolphi, neste domingo, em sua rede social. Entre cadernos e microfones, ele percebeu que aquele brilho não caberia apenas em uma sala de aula.

“Insisti que seu talento como atriz merecia as telas. Ela disse que ia pensar. Anos depois, vimos todos Titina brilhar nacionalmente, exibindo o carisma que sempre teve no teatro.”

A história dessa seridoense arretada foi feita de resistência e paixão. Além dos tablados de Acari, onde tudo começou, Titina não apenas atuou; ela se tornou um dos grandes pilares da cultura do Rio Grande do Norte. Sua identidade foi construída no teatro de grupo, brilhando como peça fundamental do icônico coletivo potiguar Clowns de Shakespeare. Com eles, ela ganhou o país, unindo a força do drama clássico à magia do circo em espetáculos inesquecíveis como Sua Incelença, Ricardo III.

Em 2012, o Brasil inteiro se apaixonou por sua energia. Como a impagável Socorro de Cheias de Charme, Titina roubou a cena. As confusões da “curica” fiel à vilã Chayene, interpretada por Cláudia Abreu, não só garantiram risadas, mas também prêmios de atriz revelação e as portas abertas para a televisão. Depois vieram sucessos como Geração Brasil e A Lei do Amor, até o encontro mais recente com o público em Mar do Sertão e No Rancho Fundo, dando vida à icônica Nivalda.

No cinema, ela emprestou seu talento a obras como Malasartes e o Duelo com a Morte e o premiado Filhos do Mangue, reafirmando sua versatilidade.

Mas o coração de Titina batia forte mesmo na produção independente e no amor ao Nordeste. Ao lado do companheiro, o também ator e diretor, César Ferrario, ela deu vida à Casa de Zoé. Através da produtora, exaltava a identidade potiguar, como fez no espetáculo Meu Seridó, uma espécie de declaração de amor em forma de poesia e política que levou a história de sua terra para todos os cantos do país.

O anúncio do falecimento de Titina veio na manhã deste domingo (11). Era fim da tarde quando César Ferrario, postou nas redes sociais seu texto de despedida.

“A dor da despedida é profunda, mas Titina sempre foi luz, alegria e presença inteira. Por isso, mesmo em meio ao luto, escolho lembrar quem ela foi: uma mulher generosa, positiva, apaixonada pela vida e pela arte, que acreditava que a existência não termina aqui. Titina deixa um legado imenso. Seu talento atravessou o teatro, a televisão e o cinema, marcou personagens, emocionou plateias e construiu uma trajetória feita de entrega, verdade e amor pelo que fazia. Cada trabalho, cada personagem, cada encontro, foi uma extensão da sua alma. Seguiremos honrando sua história, sua força e sua alegria de viver. Ela permanece viva em sua obra, nas memórias que construiu e no amor que espalhou por onde passou”

Ferrario encerrou agradecendo e declarando amor “até sempre”.

DESPEDIDAS

O corpo de Titina Medeiros será velado a partir das 22h deste domingo (11), no Teatro Alberto Maranhão (TAM), onde permanecerá até às 9h da manhã de segunda-feira (12) para as homenagens finais da capital.

TRASLADO E VELÓRIO EM ACARI

Após a cerimônia em Natal, o cortejo seguirá para Acari, na região do Seridó, sua terra natal. Lá, o velório terá continuidade na Casa de Cultura de Acari, das 14h às 17h, de segunda-feira (12), permitindo que familiares, amigos e admiradores de sua cidade natal prestem suas últimas homenagens. O sepultamento ocorrerá em seguida, no cemitério local de Acari, na segunda-feira (12).

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