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Mercado está aberto há anos, apesar de parecer fechado

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Com a maioria dos boxes vazios e o pouco movimento nos arredores, o Mercado das Rocas até parece estar fechado, mas ele segue em pleno funcionamento desde 2021, quando após dois períodos fechado para reformas, foi reinaugurado.

O espaço tem peixaria, açougue, lan house, dois restaurantes, dois bares, uma galeteria, loja de roupas, de redes, mercadinho, padaria e cabeleireiro. Parece muito, mas não chega a ocupar nem a metade dos 83 boxes disponíveis.

““Depois da reforma teve a liberação dos pontos, as pessoas ganharam uma licitação pública. Muita gente concorreu, mas o que aconteceu é que fizeram a reforma e botaram só uma telha de metal, não tinha quem ficasse aqui dentro, virou uma estufa. Todo mundo investiu. Eu montei isso pro meu filho há uns dez… 15 anos, ele se formou, aí eu resolvi tomar de conta. Como sou do bairro, pra mim deu certo, mas as outras pessoas não aguentaram esperar porque quem montou negócio, foi para começar de imediato. Teve gente que vendeu o carro e quebrou… foram quase dois anos esperando para reabrir”, explica Cleiber Duarte, dono de uma lan house no local.

Cleiber Duarte

O Mercado das Rocas foi fechado em 2008 para uma grande reforma, que só foi concluída em 2016, durante a gestão do ex-prefeito Carlos Eduardo, porém, com falhas estruturais, como no caso do teto que esquentava o espaço. O Mercado foi novamente fechado para outra intervenção entre 2019 e 2020, que só terminou em 2021, durante a gestão de Álvaro Dias. Desde então, já foram realizados dois chamamentos, mas os comerciantes que venceram a licitação não apareceram para ocupar os boxes.

Outra explicação dada por quem trabalha no local é que muitos dos antigos permissionários foram contemplados com a entrega de boxes, porém eram pessoas já de idade, cujos parentes não tiveram interesse em manter o negócio.

Francisco Gomes e Alba Neide

Trabalhando de domingo a domingo no Mercado das Rocas, Francisco lamenta a perda da clientela.

““Antes eu vendia 800 quilos por dia, hoje vendo de 20 a 30 quilos. Estou aqui desde a época do mercado antigo, se fosse para ficar assim, era melhor ter deixado como era antes, dava mais gente. Também teve o caso de muita gente que era do antigo prédio e não conseguiu concorrer na licitação”, comenta Francisco Gomes.

Alba Neide é uma das clientes fiéis do açougue, que tem preferência na escolha dela.

““Aqui o preço é melhor do que no supermercado e ele ainda entrega a carne limpinha, além de ser mais perto”, avalia a moradora das Rocas.

Luciana Agostinho

O Mercado das Rocas tem segurança 24 horas, além de Auxiliares de Serviços Gerais (ASG) que fazem a manutenção dos espaços, incluindo os banheiros.

““O movimento é muito fraco, tem gente que ainda pensa que é fechado, talvez falte divulgação. Deviam liberar esses boxes pro pessoal alugar, mas dizem que não pode”, sugere Luciana Agostinho, comerciante.

Dona Nininha também reclama do movimento fraco e da falta de comunicação da Prefeitura do Natal com os comerciantes em busca de uma solução.

Dona Nininha

““O movimento que tem é esse que você está vendo e é só na hora do almoço que a gente vende alguma coisa. O Mercado está abandonado, o prefeito não vem aqui, não procurou saber nada com a gente, veio uma equipe dele que não deu nem um bom dia para a gente aqui. Entrou para sete anos que estou aqui, entrei quase no final da pandemia. Se esse mercado tivesse movimento, estávamos numa boa”, acredita Maria de Fátima, conhecida nas Rocas como Nininha.

Outra preocupação dos comerciantes é com a insegurança em torno do Mercado. Alguns pediram para não serem identificados e contaram que a presença de usuários de drogas no entorno do Mercado assusta os clientes.

““Hoje meu público é praticamente online, os que ainda vieram, se assustaram e não voltaram mais. Perdi 80% dos antigos clientes quando me mudei para cá. Nessa região tem muito usuário de droga. Isso acaba desmotivando a gente”, lamenta.

Quem está no limite e avaliando se a situação melhora é Lúcia, que vai esperar até o final do ano para decidir se permanece no Mercado das Rocas ou se vai trabalhar em outro local.

““A gente tenta se reinventar, mas a verdade é que o que a gente ganha aqui não cobre os custos. Quero permanecer, não vou deixar meu negócio. A gente de vez em quando tem notícia de que vai melhorar, mas já estamos esperando há muito tempo”, reclama Lúcia de Fátima Alves, comerciante.

Lúcia de Fátima

UM Agência SAIBA MAIS entrou em contato com a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur) para saber quais os planos da Secretaria para o Mercado. A instituição nos encaminhou a seguinte nota:

“A Semsur reconhece a importância social e econômica do equipamento e está atuando de forma integrada com demais órgãos do município para far a melhor destinação para o espaço”.

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